A celebração de dez anos que olha para a memória seguindo adiante… do semáforo à praça, da praça ao palco, do palco à estrada, e da estrada a novos encontros e reencontros. Foto: Saulo Aleixo
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O circo e a palhaçaria popular ocupam espaços culturais e comunidades rurais do interior de Pernambuco com o projeto “10 Anos Não São 10 Dias”, do artista Palhaço Gambiarra. A circulação celebra os dez anos de trajetória de Dú Yândi Ramos dos Santos e promove apresentações gratuitas, encontros com artistas locais e rodas de diálogo em Arcoverde e Buíque. O projeto também prevê uma atividade em São José do Belmonte.

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A programação começa nesta sexta-feira (6), às 18h, no espaço Riso da Terra, em Arcoverde, no Sertão do Moxotó. A atividade reúne palco aberto e roda de diálogo, com participação dos palhaços Amaik, Salsicha e Pinóquio.

No sábado (7), às 17h, a programação segue para o Terreiro Dona Beiga, na zona rural de Buíque, no Agreste. Já no domingo (8), também às 17h, o encontro acontece na comunidade do Pico, com apresentação e roda de diálogo. As duas atividades contam com a participação dos palhaços Pinóquio, Sequinho e Salsicha e têm parceria do Sítio Alcobaça.

A circulação ainda prevê uma apresentação em São José do Belmonte, no Sertão Central. A data e o local serão divulgados posteriormente.

Todas as atividades são gratuitas, têm classificação livre e contam com acessibilidade em Libras (Língua Brasileira de Sinais).

Cultura e troca entre territórios

Natural de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, Gambiarra começou sua trajetória em 2015, como malabarista nos semáforos. Desde então, passou a se apresentar em praças, feiras, escolas e comunidades urbanas e rurais.

“Mais do que uma rota de apresentações, a circulação é pensada a partir das relações feitas por diferentes territórios e da continuidade da trajetória artístico-cultural. O percurso conecta a Região Metropolitana do Recife ao Agreste e ao Sertão, transformando a estrada em espaço de encontro, troca de saberes e reconhecimento das diversas expressões que compõem a cultura pernambucana”, afirma o artista.

Além dos espetáculos, o projeto promove rodas de diálogo para compartilhar experiências e preservar os conhecimentos da palhaçaria popular entre diferentes gerações. “As rodas de diálogo surgem justamente da oralidade e da troca geracional como formas de transmissão e preservação dos saberes circenses. Em cada território, a apresentação se soma à formação e ao diálogo, criando possibilidades e aproximando públicos que nem sempre têm acesso contínuo à programação cultural”, finaliza Gambiarra.