Após três semanas de intensa mobilização durante a campanha eleitoral, entidades estudantis voltaram a ocupar as ruas de Salvador nesta segunda-feira (26). Liderado por representantes dos Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), o ato reuniu manifestantes com carro de som, faixas e bandeiras na Praça Municipal, em frente à Prefeitura de Salvador.
A mobilização teve como principal pauta a redução da frota de ônibus urbanos no domingo de eleições, que dificultou o deslocamento de eleitores. Segundo os organizadores, a diminuição da oferta de transporte público também foi registrada em municípios como Lauro de Freitas e Feira de Santana. A situação provocou transtornos para quem precisava chegar aos locais de votação. Em bairros de Salvador, como Federação e regiões do Subúrbio Ferroviário, moradores recorreram a iniciativas comunitárias, como a carona solidária, para ajudar eleitores.
Durante o ato, os presidentes dos DCEs da UFBA e da Uneb, Lucas Romeu e Ângelo Lima, respectivamente, defenderam a responsabilização dos gestores municipais. Entre as reivindicações estavam a punição do secretário municipal de Mobilidade Urbana, Pablo Souza, e o impeachment do prefeito Bruno Reis, sob a alegação de crime eleitoral.
Além das denúncias relacionadas ao transporte público durante as eleições, as lideranças estudantis também levantaram outras pautas, como o valor da tarifa de ônibus, o desmatamento provocado por obras e pela expansão imobiliária e os problemas enfrentados pelos professores da rede municipal de ensino.
Os vereadores Marta Rodrigues (PT), Silvio Humberto (PSB), Aladilce Souza (PCdoB) e Hamilton Assis (PSOL) participaram da manifestação e apoiaram as reivindicações por medidas de responsabilização dos gestores municipais.
“ Nós vamos protocolar na Câmara um pedido para abertura de uma Comissão de Investigação envolvendo a Semob, mas somos minoria na oposição, dez vereadores. Então, é importante que as entidades estudantis também deem entrada nesse pedido”, declarou Marta Rodrigues.
Ao final do ato, os manifestantes cantaram o Hino Nacional e o Hino da Bahia e ocuparam as escadarias do prédio da Prefeitura. O edifício estava com as portas fechadas, sob a justificativa de segurança diante de possíveis atos de vandalismo e pichações na fachada.
A manifestação também trouxe ao debate questões relacionadas à sucessão municipal de 2028 e às reivindicações dos profissionais da educação da rede pública municipal.














