Foto: Reprodução
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A CAIXA Econômica Federal assinou, na última sexta-feira (12), contrato para a construção de 192 novas unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em Teresina, no Piauí. As moradias são destinadas a famílias de baixa renda da Faixa 1, público majoritariamente residente em periferias e áreas de favela, onde o déficit habitacional ainda é um dos principais desafios sociais.

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A assinatura ocorreu durante o IX Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção (FNNIC), realizado no auditório do Hotel Metropolitan, reunindo construtoras, incorporadoras e gestores públicos das duas regiões. Os empreendimentos, denominados Residenciais Angélica I, II e III, contarão com 64 apartamentos cada, somando um investimento superior a R$ 32,7 milhões, com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

Durante a solenidade, a vice-presidente de Habitação da CAIXA, Inês Magalhães, destacou o papel do programa no enfrentamento das desigualdades que atingem famílias das periferias urbanas.

“Esta modalidade do Minha Casa, Minha Vida, com recursos do Orçamento Geral da União, garante moradia às famílias mais vulneráveis. Quem recebe Bolsa Família ou BPC é isento, e as demais pagam apenas de 10% a 15% da renda. Isso assegura o acesso à casa própria mesmo para quem não consegue pagar”, afirmou.

Segundo Inês, os residenciais de Teresina são os primeiros do Brasil a serem contratados pela CAIXA na segunda fase do MCMV em 2025, após a abertura da seleção de propostas pelo Ministério das Cidades, em outubro. Os projetos tiveram como proponente a Prefeitura de Teresina. Também assinaram o contrato o secretário nacional de Habitação, Augusto Rabelo, e o prefeito da capital piauiense, Silvio Mendes.

Foto: Ccom/PI

Habitação como ferramenta de redução das desigualdades nas periferias

Ao comentar a realização do FNNIC, Inês Magalhães ressaltou a importância das políticas habitacionais como estratégia de desenvolvimento social e econômico nas regiões Norte e Nordeste, especialmente para populações que vivem em favelas e periferias.

“Falar em habitação é falar em diminuição da desigualdade. Estamos conectando moradia com geração de renda, saúde e outras políticas públicas. O investimento público em habitação é um fator essencial para reduzir desigualdades e promover crescimento”, destacou.

A vice-presidente também participou da abertura do Fórum, reforçando o papel da indústria da construção civil como indutora de emprego e renda em territórios historicamente marcados pela exclusão social.

Parceria fortalece cuidado com a primeira infância em moradias populares

Durante o primeiro dia do FNNIC, a CAIXA assinou ainda um protocolo de intenções com o Instituto PIPA (Primeira Infância Plantar Amor), entidade social de Pernambuco. A parceria prevê atuação conjunta em ações voltadas à primeira infância no contexto da habitação social e do trabalho social desenvolvido pelo Minha Casa, Minha Vida.

A iniciativa busca melhorar a qualidade de vida de famílias de baixa renda que vivem em empreendimentos do programa, reconhecendo a moradia como ponto de partida para o bem-estar e a cidadania, especialmente em áreas de periferia e favela.

“Se os empreendimentos são bons para crianças, são bons para todo mundo. Cuidar da primeira infância aumenta as chances de superar o ciclo da pobreza, e a moradia adequada é fundamental nesse processo”, afirmou Inês Magalhães.

A atuação conjunta permitirá que os empreendimentos habitacionais financiados pela CAIXA incorporem práticas que valorizem a infância como eixo do desenvolvimento social, em alinhamento com a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). O protocolo não prevê transferência de recursos e mantém a autonomia das instituições envolvidas.

Fórum debate futuro da construção e do financiamento habitacional

Criado em 1988, o Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção reúne representantes de grandes construtoras e incorporadoras das regiões para debater temas estratégicos do setor junto a autoridades e especialistas.

Na edição de 2025, o evento buscou compartilhar experiências e impulsionar o desenvolvimento do setor imobiliário e das obras públicas. Inês Magalhães participou do painel “As mudanças do financiamento habitacional para a classe média”, enquanto o vice-presidente do Agente Operador da CAIXA, Rodrigo Hori, participou por videoconferência do debate sobre as mudanças no FGTS e o papel das emendas parlamentares no MCMV nas regiões Norte e Nordeste.