Bolsonaro discursa na ONU e chama entidades brasileiras de “impatrióticas”

Bolsonaro faz discurso na 75ª Assembleia Geral da ONU- Foto: Marcos Corrêa/PR
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O presidente Jair Bolsonaro fez sua participação, em vídeo, nesta terça-feira, 22, na sessão de debates da 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que neste ano acontece na sede organização, em Nova York, por causa da pandemia do coronavírus.

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Bolsonaro falou que o Brasil é “vítima” de uma campanha “brutal” de desinformação sobre o meio ambiente, em especial a situação da Amazônia e o Pantanal. No que se refere às leis de proteção ambiental, o presidente disse que o país respeita as regras de preservação e que tem a melhor legislação.

Segundo o presidente, todas manifestações contrárias às politicas ambientais do seu governo são orquestradas por interesses de pessoas e entidades que querem explorar os recursos naturais da Amazônia, se alinhando a instituições internacionais que podem prejudicar o Brasil. Nas palavras de Bolsonaro, essas entidades são “impatrióticas”.

Declarações controversas de Bolsonaro na ONU

“A floresta amazônica é úmida e só pega fogo nas bordas.”

“Os responsáveis pelas queimadas são ‘índios’ e ‘caboclos’.”

“O óleo derramado no litoral brasileiro em 2019 é venezuelano, foi vendido sem controle e chegou à costa após derramamento ‘criminoso’.”

“Orientações para as pessoas ficarem em casa na pandemia ‘quase’ levaram o país ao ‘caos social’.”

“O Brasil é um país cristão e conservador e a ‘cristofobia’ deve ser combatida.”

A pandemia da Covid-19

Segundo a universidade norte-americana Johns Hopkins, o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo com o número de mortes pelo coronavírus, e o terceiro com maior número de infectados.

Mesmo diante desse cenário, o presidente em seu discurso disse que “lamenta cada morte por Covid-19 e que sempre defendeu ações para combater o vírus e os efeitos econômicos da pandemia”. Bolsonaro disse também que a pandemia foi politizada no Brasil e que as orientações e regras de distanciamento social quase levaram o país ao caos social.

Bolsonaro mencionou sobre a liberdade religiosa no país, apelando para que as entidades internacionais estejam atentas sobre a prática de “cristofobia”. O presidente comentou que “o Brasil é um país conservador, cristão, e que tem a família como base”.

O discurso do presidente também foi direcionado em apoio à reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC), para criar regras adaptadas às novas realidades para fortalecer o sistema multilateral de comércio e diminuir as barreiras entre os países.