O Movimento PUC-Rio Antifascista lançou no último sábado (31/10) uma carta aberta assinada por 45 entidades (anexada na integra ao final do texto) exigindo letramento racial e punição, provando que os ataques da extrema-direita na porta da Pontifícia Universidade Católica do Rio, do dia 13 de outubro, serviram como “apito de cachorro” para novos crimes no ambiente universitário.
A escalada de violência política na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), ao longo de outubro de 2026, expõe um método da extrema-direita de promover violência e ameaças em discursos para validar atos de violência de seus adeptos. O que a grande mídia tratou inicialmente como um “embate de ideias” durante o período eleitoral, revelou-se um ataque sistemático e estrutural contra minorias políticas e contra a memória da ex-aluna e vereadora assassinada, Marielle Franco.
Para entender a gravidade do cenário atual e a nota de repúdio protocolada hoje por 45 entidades, é preciso resgatar a linha do tempo do ódio no campus e observar as provas documentais reunidas pelo Movimento PUC-Rio Antifascista e pela Associação de Pós Graduandos da PUC-Rio.
A cronologia da intolerância: Provocações e convites para brigas físicas
Segundo o relato do movimento, a tensão teve início durante uma plenária organizada no dia 6 de outubro, no anfiteatro da universidade. O encontro tinha como objetivo debater “democracia, direitos sociais e acolhimento de pessoas diante do resultado das eleições”. Durante as discussões e deliberações, alguns alunos vinculadas a extrema direita, e que posteriormente formariam a Liga da Juventude Livre (LJL), manifestaram-se contrários à criação do grupo PUC-Rio Antifascista.
Amanda Noguera, presidente da APG PUC-Rio, relata que “o clima de perseguição e hostilidade no campus já se mostrava tão latente que, tivemos que adotar medidas de andar em bandos dentro da universidade, para evitar que os alunos ficassem sozinhos, isolados e vulneráveis a ataques covardes simplesmente por usarem adesivos, camisas ou símbolos que os identificassem politicamente como sendo de esquerda”. O documento oficial relata que “ficou acordada a organização de um grupo para a confecção de cartazes e a participação no protesto estudantil do dia 7 de outubro, em grupo, como forma de garantir a segurança dos integrantes”.
Entretanto, nem mesmo a precaução de caminhar em coletivo impediu as agressões. A discordância política rapidamente evoluiu para agressões verbais e ameaças físicas. O documento descreve que, no dia seguinte, 7 de outubro, estudantes foram hostilizados por um grupo de oposição de extrema direita enquanto caminhavam pelos pilotis em direção a uma manifestação. O pronunciamento é incisivo ao relatar a natureza dos ataques: “Ofensas de teor homofóbico, racista, elitista e sexista foram direcionadas às pessoas que caminhavam para o ato.”
As agressões ultrapassaram a violência verbal e escalaram para o risco de agressão física iminente. A nota, do dia 14/10, denuncia que integrantes do grupo antifascista foram “chamados individualmente para confrontos diretos, com provocações e convites para brigas físicas”. Somado a isso, como forma de exposição e intimidação, o documento relata que foram feitas gravações não autorizadas dos rostos dos estudantes de esquerda, vídeos esses que foram posteriormente divulgados nas redes sociais.
A apropriação do discurso democrático e a criação irregular da “Liga”
A cronologia aponta que, no dia 8 de outubro, os estudantes foram surpreendidos pelo surgimento de um movimento que operava uma clara apropriação do discurso democrático. O grupo autointitulado “A PUC também é nossa” nasceu de forma puramente reativa, com o objetivo de contrapor o Movimento PUC-Rio Antifascista. O mais curioso desse embate é o contraste estrutural. O coletivo antifascista operava como uma frente ampla democrática, reunindo desde estudantes de esquerda (apoiadores da candidatura de Lula) até estudantes de direita (apoiadores da campanha de Renan Santos), todos unidos contra o autoritarismo.
Em contrapartida, o novo grupo de oposição adotava um tom intolerante e acusatório. Embora se apresentasse publicamente como apartidário, a nota destaca que o site desse movimento extremista não apenas ostentava o lema “Chega de PT”, como também se apropriava de termos como “liberdade de expressão” e “universidade sem doutrinação” para acusar a PUC-Rio e seus professores de promoverem censura à extrema-direita.
Pouco tempo depois, em uma manobra que levanta sérios questionamentos, o grupo mudou de nome e passou a se autointitular “Liga da Juventude Livre” (LJL). A adoção desse título soa, no mínimo, irregular: para que uma Liga seja formalizada dentro da PUC-Rio, ela precisa nascer a partir de grupos de estudos e contar com o apoio e a assinatura de professores orientadores. Contudo, a autodeclarada LJL jamais divulgou quais docentes estariam endossando sua formação. Mais grave que a irregularidade do grupo, no entanto, é o silêncio da instituição. Até o momento, a reitoria da PUC-Rio não emitiu nenhuma nota para esclarecer como e por que permitiu que estudantes utilizassem a titulação de uma “Liga” universitária para organizar e chancelar ataques da extrema-direita contra a própria comunidade acadêmica.

O endosso bolsonarista e a proibição institucional
Diante desse cenário de “profusão de discursos antidemocráticos e violentos”, o coletivo antifascista organizou uma nova plenária no dia 08 de outubro, onde decidiu responder de forma pacífica, marcando um encontro de estudos para o mesmo dia 13, porém em horário distinto, a fim de “estimular o estudo e a reflexão”.
A farsa da neutralidade, no entanto, ruiu por completo quando, no dia 11 de outubro, a Liga da Juventude Livre (JLJ) recebeu o endosso direto de Flávio Bolsonaro. Em vídeo divulgado para impulsionar a pauta, o próprio candidato chancelou a mobilização declarando: “Um grande abraço para você do grupo A PUC também é Nossa que vai fazer um grande evento na terça-feira… parabéns pela mobilização e por defenderem os princípios que acreditam”. Foi justamente nesse palanque partidário, apadrinhado pela extrema-direita, que manifestantes zombararam do assassinato de Marielle Franco.
O pronunciamento esclarece que, no dia 12 de outubro, a Vice-Reitoria Comunitária (VRC) da PUC-Rio proibiu manifestações de “cunho político-partidário” no campus até o fim das eleições. Resguardado por sua narrativa de falso apartidarismo, o grupo de extrema-direita ignorou a essência da determinação e manteve o ato, transferindo-o para a entrada principal da universidade.
Na tentativa de causar mal-estar institucional, os extremistas acusaram a reitoria do Padre Anderson Antonio Pedroso de censurar o movimento. Simultaneamente, enquanto apoiadores da Liga e antipetistas se acumulavam na calçada da PUC (atrapalhando a entrada de pedestres no campus), um carro de som foi posicionado de forma deliberada em direção às janelas das salas de aula do Edifício da Amizade (Ala Frings).
O posicionamento do PUC-Rio Antifascista: encontro democrático e respeito institucional

Diante da proibição estabelecida pela Vice-Reitoria Comunitária (VRC) no dia 12 de outubro, o contraste de posturas entre os dois grupos evidenciou quem realmente estava ali para defender o espaço acadêmico. Enquanto a extrema-direita ignorou as regras e montou um palanque partidário com carro de som nos portões, o coletivo PUC-Rio Antifascista emitiu um comunicado reafirmando sua legalidade e o caráter pacífico de sua mobilização.
Para desvincular sua imagem de qualquer violação das normativas universitárias e esvaziar a narrativa de “polarização violenta”, o movimento declarou em suas redes sociais: “Não é um ato. É um encontro democrático. A Vice-reitoria Comunitária decidiu não autorizar eventos políticos-partidários no campus até o fim das eleições. Respeitamos essa decisão.”
A postura adotada pelo coletivo foi transformar a tensão iminente em um espaço de resistência cultural e acolhimento nos pilotis do edifício Kennedy. Acreditando que a universidade deve ser um lugar de troca, o grupo orientou suas bases a responderem à intolerância com “livros, arte e conversa”. A diretriz repassada aos estudantes foi estrita quanto ao cumprimento das regras institucionais:
“Nosso encontro é de leitura, desenho, música e diálogo. Em respeito ao comunicado, não vamos levar cartazes partidários. […] É exatamente isso que queremos fazer: ocupar o Pilotis de forma pacífica e organizada, conversando com quem passar.”
Além do respeito à burocracia institucional, o movimento precisou orquestrar uma logística de segurança, chamada de “Cuidado Coletivo”. Sabendo do histórico de provocações físicas e assédios dos dias anteriores, a organização instruiu os alunos a não cederem a embates e publicou orientações claras e pacifistas para o dia 13 de outubro:
- Evitar isolamento: “Não ande sozinho/a/e, nem para ir ao banheiro ou beber água. Circule em pequenos grupos.”
- Segurança territorial: “Fique na concentração do Pilotis do Kennedy. Evite aglomerar em pontos com menos câmeras.”
- Mediação de conflitos: Utilização de mediadores treinados, identificados com uma bandana amarrada no braço, acionados para desescalar qualquer provocação.
- Respeito aos trabalhadores: “Cada um recolhe o próprio lixo, em respeito aos trabalhadores e trabalhadoras da PUC.”
O “Apito de Cachorro”: racismo e assédio sexual documentados
Os eventos que se desdobraram a partir do dia 13, marcados por racismo, misoginia, ataques à memória de Marielle Franco e discursos de ódio, inserem-se, portanto, em um contexto de hostilidade crescente documentado pelo movimento estudantil. Fica claro que a Liga da Juventude Livre não estava ali para defender o pluralismo, mas sim utilizar a apropriação do discurso democrático como um Cavalo de Troia entregue para a Pontifícia Universidade Católica para impor violência política no campus.
Longe de ser um mero debate político, o pronunciamento oficial documenta agressões criminosas proferidas por figuras públicas convidadas pela própria organização do evento de direita. Entre as situações registradas, o documento destaca:
- Reprodução do Racismo: Rafael Satiê cometeu injúria racial ao chamar uma mulher negra presente de “mico-leão-dourado”.
- Assédio e Misoginia: O influenciador Breno Faria (conhecido como “Café com Teu Pai”) proferiu ataques machistas, filmou a axila de uma estudante sem consentimento e expôs alunas em suas redes sociais (com mais de 1 milhão de seguidores) usando frases como “Tem muita gatinha aí na frente” e “Vocês são bonitas, mas fedidas”.
- Ameaças de morte: A nota registra a intimidação física por parte de um segurança do evento, que ameaçou um estudante dizendo: “Você sabe quantos que eu já matei?”.
O Vilipêndio à Memória de Marielle Franco
O momento de maior crueldade do ato, segundo a nota, foi o ataque sistemático à memória de Marielle Franco — mulher negra, ex-aluna da PUC-Rio e vereadora assassinada em 2018. Lideranças no carro de som debocharam de sua morte, estimulando o público com falas como: “Cadê Marielle? Está no céu, ou não, né, no colo do capeta. Marielle está igual ao pai de vocês, ausente.”
O movimento PUC-Rio Antifascista ressalta que debochar do assassinato de Marielle e usar a dor de famílias monoparentais como ofensa “diz muito sobre o que foi aquele ato”.
Segue, na integra, a “NOTA DE REPÚDIO ÀS MANIFESTAÇÕES RACISTAS E DISCRIMINATÓRIAS CONTRA A MEMÓRIA DE MARIELLE FRANCO“, assinada por 45 entidades e publicada no dia 31/10/2026 às
CARTA ABERTA DE EXIGÊNCIAS ANTIRRACISTAS À PUC-RIO
Tomamos conhecimento, por meio de denúncia anônima, de que um estudante do curso de Direito da PUC-Rio teria proferido comentários de cunho racista e classista, em um grupo de mensagens de estudantes, contra a memória de Marielle Franco, mulher negra, socióloga, ex-aluna da PUC-Rio e vereadora do município do Rio de Janeiro, brutalmente assassinada em 2018.
Diante da gravidade dos fatos relatados, manifestamos nosso mais profundo repúdio. Segundo a denúncia, acompanhada de capturas de tela das mensagens, o estudante teria se referido a Marielle de forma racista, utilizando o termo “macaca”, além de atacar sua memória ao questionar, de maneira discriminatória e classista, seu acesso e sua permanência na universidade. Tais ataques não configuram apenas uma ofensa à sua honra, mas também uma forma de violência política, psicológica e de gênero, perpetuando a misoginia contra mulheres que ousam ocupar e transformar os espaços de poder.
Destacamos ainda que os registros dessas mensagens datam do dia 13 de outubro, mesma data em que um deputado federal e outras figuras políticas realizavam uma manifestação nos portões da PUC-Rio, proferindo ataques diretos à memória de Marielle Franco. Compreendemos a demora para que esta denúncia chegasse aos nossos canais, pois sabemos o quão difícil e doloroso é lidar com situações de tamanha violência.
Contudo, não podemos ignorar a gravidade dessa coincidência: a manifestação de ódio do lado de fora pode ter servido como uma espécie de “apito”, encorajando e validando a reprodução desse comportamento inaceitável por parte de estudantes no interior da universidade. Precisamos estar permanentemente atentos para combater essas atitudes e exigir medidas firmes para prevenir o racismo, a misoginia, e qualquer ataque a minorias.
Nos causa profunda preocupação que manifestações dessa natureza possam ter partido de um estudante da própria PUC-Rio, instituição que deve ter, entre seus compromissos fundamentais, a defesa dos direitos humanos, da democracia, da diversidade e do respeito à dignidade humana.
Marielle Franco não pode ser reduzida a objeto de ataques, deboches ou manifestações de ódio. Sua trajetória política, sua atuação em defesa dos direitos humanos e sua memória merecem respeito. Reiteramos que a violência contra a mulher, em todas as suas formas, incluindo a violência psicológica tipificada pela Lei Maria da Penha, não encontra e não encontrará guarida em nossa comunidade.
Ofender sua memória é também desrespeitar a história de luta de tantas mulheres negras e de estudantes negros que enfrentam diariamente o racismo, o machismo e as desigualdades sociais, inclusive no ambiente universitário. É desrespeitar também a trajetória daqueles que lutam para que a universidade seja um espaço de igualdade, reconhecimento, pertencimento e respeito à diversidade.
A liberdade de expressão, princípio fundamental da democracia, não deve servir de justificativa para práticas discriminatórias, para o assédio, ou para a naturalização de discursos de ódio.
Ressaltamos que o ambiente virtual não constitui um espaço isento de responsabilidade. Sendo assim, manifestações racistas e discriminatórias praticadas em grupos virtuais também estão sujeitos à legislação brasileira, independentemente de ocorrerem dentro ou fora das dependências físicas da universidade.
É importante ressaltar que o racismo é crime no Brasil. O artigo 5º, inciso XLII, da Constituição Federal estabelece que a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão. A Lei nº 7.716/1989, conhecida como Lei do Crime Racial, estabelece os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Além disso, a Lei nº 14.532/2023 passou a tipificar a injúria racial como crime de racismo, reforçando os instrumentos legais de enfrentamento a essas práticas.
Manifestamos nossa solidariedade a todas as pessoas que se sentiram atingidas por essas manifestações e reafirmamos nosso compromisso com uma universidade plural, democrática, antirracista e livre de qualquer forma de discriminação.
Marielle Franco, presente! Hoje e sempre!
Diante disso, reivindicamos:
1. O fortalecimento das políticas institucionais de combate ao racismo e à discriminação, por meio da realização de atividades permanentes de educação antirracista voltadas a toda a comunidade acadêmica. Exigimos a implementação de um curso de letramento racial para professores, alunos e funcionários, seguindo precedentes já adotados por instituições como a PUC-SP. Entendemos que uma ação contundente como essa, após os recentes ocorridos, é fundamental para proteger as minorias e perpetuar o legado e memória de Marielle Franco, que a universidade tem o dever de defender. Reivindicamos também a continuidade de programas de letramento racial, debates, palestras e ações formativas que valorizem a história e a produção intelectual, política e cultural da população negra.
2. Exigimos, de forma intransigente, que a universidade estabeleça uma agenda formal de contratações, a ser iniciada implantação em 2027, com o objetivo de ampliar a presença de mulheres e profissionais negros em todos os seus quadros, garantindo que as equipes de atendimento reflitam essa diversidade. A contratação e capacitação de quadros profissionais e técnicos especializados para o acolhimento institucional de denúncias de racismo, misoginia, assédio e violência psicológica. A representatividade técnica e profissional é uma condição inegociável para garantir uma escuta verdadeiramente segura, empática e que evite a revitimização. Essa medida é essencial para a sobrevivência e a permanência das estudantes em vulnerabilidade que necessitam se ver refletidas nos profissionais que as acolhem para que não sejam silenciadas pelas dinâmicas de poder da universidade. Desse modo, defendemos que a dificuldade persistente de determinados grupos em acessar posições profissionais, especialmente de prestígio, decorrente das desigualdades raciais presentes na sociedade, deve ser enfrentada por meio de políticas de ação afirmativa previstas nos editais de contratação, a fim de contribuir para a inclusão desses grupos e para a desconstrução de estereótipos.
3. O fortalecimento dos canais institucionais de denúncia, incluindo a criação da categoria “racismo” nos formulários institucionais de denúncias da PUC-Rio, como: https://canalconfidencial.com.br/puc-rio/#home?lang=pt-BR.
4. A apuração institucional dos fatos relatados.
5. A valorização da memória de Marielle Franco, reconhecendo sua trajetória como ex-estudante da PUC-Rio e sua contribuição para a luta por direitos humanos, justiça social e igualdade racial.
Assinam esta nota: União Nacional dos Estudantes/UNE; União Estadual dos Estudantes/UEE-RJ; Associação de Pós-graduandos da PUC-Rio (APG PUC-Rio); DCE PUC -Rio; Movimento PUC-Rio Antifascista; Centro Acadêmico de História (CAHIS) Ricardo Benzaquen; CACOS – Centro Acadêmico de Comunicação; CAPED – Centro Acadêmico de Pedagogia; CALE – Centro Acadêmico de Letras; CAPSI – Centro Acadêmico de Psicologia; CAINF – Centro Acadêmico de Informática; CASS – Centro Acadêmico de Serviço Social; CABIO – Centro Acadêmico de Biologia; CASOC – Centro Acadêmico de Ciências Sociais; CARI – Centro Acadêmico de Relações Internacionais; CAAU – Centro Acadêmico de Arquitetura e Urbanismo; CANEURO – Centro Acadêmico de Neurociências; CRAA – Centro Representativo dos Alunos de Arte; DAAF -Diretório acadêmico Adhemar Fonseca; Centro Acadêmico Eduardo Lustosa — CAEL; LAPSA – Liga Acadêmica de Psicanalise da Puc-Rio; Liga Acadêmica de Saúde Mental- LASM; LAPER – Liga Acadêmica de Pesquisas Étnico Raciais; LAPJU – Liga Acadêmica de Psicologia Jurídica; LAPIJ – Liga Acadêmica de Psicologia Infanto-juvenil; Núcleo Materna; Coletivo de Mães da PUC; Coletivo Bastardos; Coletivo Nuvem Negra; Spotted PUC-Rio; APG UERJ; APG UFF; DCE UERJ; DCE UFRJ; DCE Guerreiro Ramos da FGV; Coletivo Paratodos; Juventude do PT – RJ; Movimento Correnteza PUC Rio; Coletivo Cria; Levante Popular da Juventude; União da Juventude Socialista-UJS; Movimento Revide; Coletivo Juntos!; Frente Negra Revolucionária – FNR; União da Juventude Rebelião – UJR.














