Boletins de Urna e registros dos equipamentos estão disponíveis para consulta e auditoria por qualquer cidadão, segundo o tribunal. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Presidente do tribunal destaca segurança da votação e respeito à escolha dos eleitores; senador alegou fraude sem apresentar provas

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou a legitimidade das eleições de 2026 após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar uma carta com acusações de fraude sem apresentar provas. Em nota publicada na quarta-feira (28), o ministro destacou a segurança do pleito e o compromisso da Justiça Eleitoral com a escolha feita nas urnas. O comunicado não menciona nominalmente o senador.

Segundo Nunes Marques, as eleições transcorreram “dentro da mais absoluta normalidade”. O presidente do TSE ressaltou que a atuação de servidores, mesários, técnicos e forças de segurança garantiu o cumprimento das regras legais e constitucionais.

A manifestação também reconheceu a legitimidade da decisão dos eleitores. Para o ministro, a Justiça Eleitoral tem o dever de preservar a vontade expressa pelo voto. Ele afirmou que, apesar da instabilidade na reta final da votação, as providências adotadas permitiram concluir a apuração com segurança.

Nunes Marques informou ainda que contestações apresentadas pelos caminhos legais serão examinadas e respondidas. A nota reafirma, assim, tanto a validade do processo eleitoral quanto a possibilidade de questionamentos formais, submetidos à análise da Justiça.

Arquivos das urnas estão disponíveis para fiscalização

O TSE também informou que qualquer pessoa pode baixar os arquivos das urnas e auditar os resultados. Na página de consulta da eleição, estão disponíveis os Boletins de Urna de cada seção, o Registro Digital do Voto e os arquivos de funcionamento dos equipamentos, conhecidos como logs.

Esses documentos permitem conferir informações como os horários de início e encerramento da votação e a quantidade de eleitores que compareceram. A plataforma oferece consultas por estado, município e zona eleitoral, além dos resultados nacionais.

Carta apresenta acusações sem provas

Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio divulgou versões da carta nas quais contestou o resultado e atacou a atuação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Uma versão difundida por aliados o apresentava como presidente eleito. Posteriormente, o senador publicou um texto em que se denominou líder do país.

Entre os argumentos, Flávio associou o crescimento da votação de Lula entre os turnos à prorrogação do horário de votação. Não apresentou, porém, elementos que comprovassem fraude. Lula venceu com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do candidato do PL.

A prorrogação também já havia sido abordada pelo presidente do TSE no domingo (25). Nunes Marques afirmou que o tribunal cumpriu a decisão judicial e adotou as medidas necessárias para dar continuidade à totalização. Segundo ele, a extensão do horário não alterou o resultado e o processo eleitoral permaneceu seguro.