Foto: Divulgação
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A Teia Estadual de Pontos de Cultura do Tocantins volta a pulsar no distrito de Taquaruçu, que recebe no próximo sábado (13) o Seminário “Gênero nos Pontos – Gênero e Diversidade na Amazônia e no Cerrado: saberes, resistências e interseccionalidades”. O encontro acontece na Casa do Artesão — Ponto de Cultura histórico do território — e integra o Eixo I da Teia: Gênero, Diversidade Cultural e Direitos Humanos.

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Reunindo lideranças indígenas, quilombolas, mestres da tradição, artistas do Hip Hop, agentes culturais e comunidades que constroem a Cultura Viva no Norte do país, o seminário propõe uma imersão nos corpos, territórios e modos de vida que sustentam a Amazônia e o Cerrado. A iniciativa é uma realização coletiva do Pontão Nacional Gênero em Redes – Regional Norte, com participação direta de coletivos e pontos de cultura que atuam no chão da comunidade.

A mesa principal, “Gênero e Diversidade na Amazônia e no Cerrado: Saberes, Resistências e Interseccionalidades”, reúne vozes centrais da cultura e dos territórios:

  • Paula Stuczynski, GT Hip Hop Nacional / CNPdC e coordenadora do Pontão Nacional Cultura Viva Hip Hop
  • Vivi de Esú, agente do Pontão Nacional Gêneros em Rede – João Pessoa/PB
  • Babalorixá William de Oxóssi, do Ilê Odé
  • Silvino Sirnãwē Xerente, liderança indígena do povo Xerente
  • Noeme Ribeiro “Dotôra”, parteira, raizeira e curandeira do Quilombo Mumbuca
  • Ênio Sales de Oliveira, diretor de Fomento e Proteção da Cultura Afro-brasileira do Tocantins

A mediação será conduzida por Erval Benmuyal (GT Tocantins/CNPdC) e Darlan Soares (GT Sustentabilidade/CNPdC), reforçando a diversidade de perspectivas e o diálogo entre mundos ancestrais e expressões contemporâneas.

Segundo Darlan Soares, coordenador regional do Pontão Nacional Gênero em Redes – Regional Norte, o seminário reafirma a força dos territórios:
“O trabalho dos Pontos de Cultura nasce do chão da comunidade. Estamos aqui para amplificar vozes que defendem gênero, justiça e diversidade como pilares da defesa dos territórios e dos direitos humanos.”

Para Erval Benmuyal, sediar o encontro em Taquaruçu tem um significado profundo:
“A Casa do Artesão vive a Cultura Viva como ato de resistência cotidiana. Esse seminário marca a história do território e fortalece nossos vínculos com o Brasil profundo, que luta pela preservação dos saberes, da memória e da vida.”

Vivências, estética e território

A programação inclui oficinas, rodas de vivência, lançamentos e intervenções que conectam o corpo, a memória e o território:

  1. Oficina Hip Hop Free Step – Jeff Costa
  2. Vivências na Biblioteca Comunitária Cidade Perifa
  3. Lançamento da cartilha “Suça no Quilombo Chapada de Natividade”, da Prof.ª Mª Roberta T. Menezes
  4. Vivência de capacitação em acessibilidade cultural
  5. Exposição fotográfica “Água é Vida – Guardiões das Águas”, de Fernando Amazônia
  6. Canto Xerente, com Silvino Sirnãwē Xerente
  7. Exposição de artesanato com Iracy Krukwane Xerente, parteira e artesã

As ações, afirma Benmuyal, compõem uma “cartografia estética diversa que revela a força educativa, espiritual, política e poética dos territórios culturais do Tocantins”.