Ações foram registradas nesta quarta-feira (19) na Cidade de Deus, César Maia, Kelson’s e Amarelinho
Moradores de diferentes comunidades do Rio de Janeiro tiveram a rotina afetada por operações policiais realizadas nesta quarta-feira (19). As ações acontecem na Cidade de Deus, na Zona Oeste; na comunidade César Maia, em Vargem Grande; na Kelson’s, na Penha; e no Amarelinho, em Acari, na Zona Norte.
Além da movimentação policial, as ações provocaram impactos no transporte público, no funcionamento de escolas e em serviços de saúde. Na Cidade de Deus, ruas foram interditadas de forma intermitente durante a manhã, conforme o andamento da ocorrência. O Centro de Operações Rio (COR) orientou motoristas a evitar a região e indicou a Estrada dos Bandeirantes e a Avenida Salvador Allende como alternativas.
De acordo com o Rio Ônibus, cinco coletivos foram utilizados como barricadas na Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes. Os veículos foram retirados posteriormente, mas dez linhas que circulam pela região continuaram registrando alterações nos itinerários. Entre elas estão as linhas 550, 900, 990, 861, 368, 348, 600, 611, 353 e 691.
Escolas têm atividades afetadas
Os impactos também chegaram às escolas municipais. Segundo informações da Secretaria Municipal de Educação, 14 unidades da Cidade de Deus tiveram as atividades afetadas. No Amarelinho, em Acari, outras dez escolas foram atingidas pela situação. Na Kelson’s, na Penha, uma unidade também foi afetada.
Na comunidade César Maia, em Vargem Grande, as escolas municipais continuaram funcionando normalmente e mantiveram o atendimento presencial aos alunos.
Unidades de saúde suspendem atendimentos externos
Na área da saúde, duas unidades da Cidade de Deus fecharam as portas e avaliavam a possibilidade de retomar o atendimento ainda nesta quarta-feira. Outras três permaneceram abertas, mas suspenderam as visitas domiciliares realizadas por agentes de saúde.
Em Madureira, Rocha Miranda, César Maia e Kelson’s, outras quatro unidades também suspenderam temporariamente as visitas domiciliares, embora continuassem abertas para atendimento à população. No Amarelinho, uma unidade de saúde fechou e outra permaneceu funcionando, também sem a realização de visitas às residências.
Na comunidade César Maia, a Polícia Militar informou que a operação teve como objetivo combater o tráfico de drogas e conter o avanço de criminosos ligados ao grupo conhecido como “Equipe Caos”. Segundo a corporação, oito pessoas foram presas e dois fuzis foram apreendidos durante a ação, realizada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), com apoio da Subsecretaria de Inteligência da PM.
De acordo com a Polícia Militar, entre os presos está um homem apontado como responsável por articular invasões às comunidades do Camorim e Asa Branca. A corporação afirma ainda que informações de inteligência indicavam que o grupo planejava novas incursões nessas regiões.
Nas demais comunidades, as informações sobre as operações ainda são atualizadas. Até o momento, os impactos mais concretos registrados envolvem a circulação de veículos, o funcionamento de escolas e a prestação de serviços de saúde.














