Foto: Divulgação
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O Museu das Favelas, em São Paulo, está com inscrições abertas para a terceira edição do programa Favela Inteligência Ancestral, iniciativa que oferece 50 vagas gratuitas em formação audiovisual para jovens de 18 a 24 anos moradores de periferias da capital paulista e da Região Metropolitana. O objetivo é ampliar as oportunidades de inserção no mercado da economia criativa e fortalecer a geração de renda por meio da cultura e da produção audiovisual.

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As aulas serão realizadas presencialmente na sede do Museu das Favelas e estão organizadas em dois ciclos de formação, cada um com 13 encontros. As inscrições para o módulo iniciante seguem abertas entre os dias 17 e 27 de julho, enquanto as aulas acontecerão de 19 de agosto a 11 de setembro.

Já o ciclo intermediário receberá inscrições de 1º a 10 de setembro, com atividades previstas entre 7 e 31 de outubro. A cerimônia de formatura das duas turmas está marcada para 7 de novembro.

Durante a formação, os participantes terão acesso a conteúdos voltados para todas as etapas da produção audiovisual, incluindo criação de roteiros, pré-produção, captação de imagem e som, edição de vídeos pelo celular, marketing digital, elaboração de portfólio e orientação para participação em editais de fomento.

O programa também oferece masterclasses sobre direitos autorais, posicionamento de marca e educação financeira. A proposta inclui ainda orientações sobre formalização como Microempreendedor Individual (MEI) e acesso a plataformas digitais e oportunidades de financiamento, ampliando as possibilidades de atuação profissional dos jovens.

Segundo a diretora do Museu das Favelas, Nathalia Cunha, a iniciativa busca transformar os saberes e as vivências das periferias em oportunidades concretas de desenvolvimento profissional.

“O Favela Inteligência Ancestral articula inclusão, formação e desenvolvimento de competências técnicas para o audiovisual. A iniciativa transforma repertórios e vivências das periferias em conhecimento aplicado, contribuindo para a preparação de jovens e para a ampliação de sua participação na economia criativa”, afirma.

Nas duas primeiras edições, o programa registrou um aumento superior a 240% na procura pelas vagas, com impacto significativo entre mulheres e jovens negros. Além da formação, o projeto resultou na produção de oito obras audiovisuais autorais, fortalecendo a representatividade e a produção cultural das periferias.