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De 10 a 13 de agosto, Fortaleza (CE) será o centro das discussões sobre o futuro do cinema de impacto social na América Latina. A capital cearense recebe a IV edição do Fórum Latino-Americano de Cinema e Impacto Social, encontro que reúne pessoas realizadoras, pesquisadoras e exibidoras, além de organizações da sociedade civil, distribuidoras, gestores públicos, ativistas e agentes culturais de diversos países para fortalecer redes de colaboração e produzir conhecimento sobre o papel do audiovisual na transformação social.

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O Fórum é correalizado por quatro organizações latino-americanas — Instituto Taturana (Brasil), Ambulante (México), Impacta Cine (México) e Nodo Sur (Colômbia) — em parceria com a Vila das Artes e o Centro Cultural Casa do Barão de Camocim, ambos equipamentos vinculados à Secretaria da Cultura de Fortaleza (Secultfor) e geridos em parceria com o Instituto Cultural Iracema (ICI), além do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, consolidando Fortaleza como um espaço estratégico para o diálogo internacional sobre cultura, democracia e direito ao acesso ao cinema.

Depois de passar pelo Brasil (2022), México (2023) e Colômbia (2024), o Fórum retorna ao país para marcar o início de um novo ciclo. A partir desta edição, o encontro passa a ser realizado em caráter bianual e amplia sua atuação para além dos quatro dias de programação, consolidando-se como uma plataforma permanente de articulação latino-americana dedicada à pesquisa, à sistematização de experiências e à construção coletiva de metodologias para o campo do cinema de impacto social.

Inspirada na filosofia africana Sankofa, a quarta edição propõe um exercício de memória e projeção. O Fórum revisita sua própria trajetória para compreender os aprendizados acumulados ao longo dos últimos quatro anos e transformá-los em ferramentas para enfrentar os desafios contemporâneos do audiovisual latino-americano. Mais do que celebrar sua história, o encontro busca compreender os impactos produzidos, registrar conhecimentos construídos coletivamente e fortalecer estratégias capazes de ampliar a circulação de obras, democratizar o acesso aos bens culturais e fortalecer redes de colaboração em toda a região.

A programação reúne mesas de debate, estudos de caso, apresentações de pesquisas, sessões de cinema, encontros entre organizações e atividades de formação, promovendo o intercâmbio entre experiências desenvolvidas em diferentes territórios da América Latina e ampliando o diálogo com iniciativas de outras regiões do Sul Global. Mais do que um evento, o Fórum afirma um compromisso coletivo: fortalecer um campo em que o impacto social seja compreendido como processo contínuo; onde a circulação dos filmes seja entendida como prática política; e onde o cinema permaneça como uma ferramenta capaz de mobilizar pessoas, fortalecer territórios e ampliar horizontes democráticos.

Legado – Ao longo de sua trajetória, o Fórum reuniu mais de 350 participantes presencialmente e 900 pessoas em atividades online, formando uma comunidade latino-americana comprometida com novas formas de produzir, distribuir e mobilizar histórias. Nesse percurso, contribuiu para consolidar metodologias hoje utilizadas em diferentes países e para afirmar o cinema de impacto social como um campo de atuação em permanente construção. 

A Mediateca Latino-Americana de Cinema e Impacto Social (https://mediatecacinemaimpacto.com/pt/inicio-pt/) materializa essa trajetória. Fruto da primeira edição do Fórum, é uma plataforma colaborativa que reúne histórias de transformação por meio do cinema. Nela é possível acessar 25 estudos de caso de campanhas de impacto social realizadas em diferentes países da América Latina. Cada experiência apresenta objetivos, metodologias, estratégias de circulação, públicos envolvidos, aprendizados e resultados.

SUGESTÃO DE ASPAS 

Instituto Taturana

“Vamos para quarta edição de um evento que criou e mobilizou uma rede de diferentes agentes do ecossistema de difusão e circulação de filmes, há uma trajetória, ferramentas e metodologias de formação de público e incidência social a partir do cinema que não pode mais ser visto como alternativa, mas sim como um modelo legítimo, que reflete sobre as desigualdades estruturantes desta região e legitima a ação dos coletivos e organizações que exibem filmes. Produzir encontros e incidir socialmente, por meio dos filmes, também é fazer cinema”, pontuou Rodrigo Antonio, diretor de formação do Instituto Taturana

Vila das Artes

“Receber o Fórum Latino-Americano de Cinema e Impacto Social reafirma a trajetória da Vila das Artes como um espaço de formação, reflexão e fortalecimento do audiovisual. A Escola Pública de Audiovisual, pioneira entre as seis escolas que hoje compõem a Vila das Artes, deu origem ao equipamento há duas décadas. Desde então, seguimos comprometidos em promover o intercâmbio entre artistas, pesquisadoras, realizadoras e instituições que compreendem o cinema como uma linguagem capaz de produzir conhecimento, ampliar o acesso à cultura e fortalecer a democracia”, destaca Rúbia Mércia Oliveira, diretora da Vila das Artes.

Casa do Barão de Camocim

“Receber o Fórum na Casa do Barão de Camocim reafirma nosso compromisso de construir novas memórias públicas a partir da cultura. Os patrimônios históricos preservam memórias, mas também revelam silêncios. Ao acolher o pensamento crítico latino-americano e a produção de artistas, pesquisadoras, pesquisadores, realizadoras e realizadores negros, indígenas e de diferentes territórios, a Casa contribui para a construção de outras narrativas. Inspiradas pelo princípio Sankofa, entendemos que reparar é também assumir responsabilidade sobre a forma como atualizamos o passado no presente. É esse compromisso que orienta a Casa do Barão de Camocim ao receber o IV Fórum Latino-Americano de Cinema e Impacto Social.”, afirma Ana Aline Furtado, diretora da Casa do Barão de Camocim.