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Operação deflagrada nesta terça-feira mira 15 suspeitos; grupo teria movimentado mais de R$ 70 milhões e utilizado empresas para transportar drogas e lavar dinheiro

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, nesta terça-feira (22), uma operação contra um grupo suspeito de transportar drogas de São Paulo para o Rio e lavar dinheiro para o Comando Vermelho. Ao todo, a Justiça expediu mandados de prisão preventiva contra 15 pessoas.

Segundo a denúncia, empresas dos setores de transporte e logística eram utilizadas para esconder drogas em meio a mercadorias regulares, dando aparência de legalidade às viagens entre os dois estados. A investigação também aponta que empresas registradas em nome de “laranjas” teriam sido usadas para movimentar recursos provenientes do tráfico.

A estrutura financeira atribuída ao grupo teria movimentado mais de R$ 70 milhões. A ação, denominada Operação Ícaro, é realizada com apoio das polícias civis do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Alagoas, além da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Polícia Militar do Rio.

As investigações começaram a partir de apurações sobre Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, conhecido como “My Thor”, apontado pelo Ministério Público como uma das lideranças do Comando Vermelho. Registros da contabilidade do tráfico teriam revelado pagamentos elevados feitos a Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, o “Boss”, preso na segunda-feira (21) e apontado como responsável pelo fornecimento das drogas.

A denúncia relaciona o grupo a duas grandes apreensões realizadas em 2024. Em fevereiro daquele ano, 715 quilos de cocaína e maconha foram encontrados em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. Três meses depois, outros 73 quilos de cocaína foram apreendidos em Seropédica, na Baixada Fluminense.

O Ministério Público sustenta que integrantes da organização exerciam funções específicas, como transporte, logística, cobrança, distribuição das drogas e recolhimento de valores. Dois policiais militares também são acusados de prestar apoio armado ao grupo e participar da distribuição dos entorpecentes.

Parte dos investigados seria responsável por receber as drogas no Rio para posterior redistribuição. Outros dois denunciados teriam emprestado seus nomes para o registro das empresas e para as movimentações financeiras investigadas.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa. Até a publicação das informações, as defesas dos 15 denunciados não haviam sido localizadas para comentar as acusações. O espaço permanece aberto para manifestações.