Foto: Reprodução
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De Pernambuco para Salvador, uma delegação potente de 15 mulheres representou o estado no 10º Fórum Nacional de Mulheres no Hip Hop (FNMH2), realizado em maio na capital baiana. Com apoio da própria comunidade, elas lotaram um ônibus e marcaram presença num dos maiores encontros de mulheres da cultura hip hop do Brasil, promovendo arte, debates e ações de enfrentamento às violências de gênero.

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A participação das pernambucanas foi destaque tanto nas atividades artísticas quanto nos espaços de formação política. O mutirão de graffiti, por exemplo, coloriu os muros da Escola Municipal Antônio Presídio com a participação de Nathê Ferreira, Najdaty, Luara Seridó e Floor Bombart — e ainda rendeu um troféu: Nathê ficou em segundo lugar na Batalha de Graffiti.

Nos palcos, as MCs Fabidonas, Marília Ferro, MC Juana Flor e Agô MC encantaram o público com suas rimas afiadas. No breaking, Caruaru também se fez ouvir: Master Vênus comandou a apresentação da batalha enquanto Caracol disputava no corpo a corpo. Já a rima de Nix Machine, de Arcoverde, levou a artista até as quartas de final da Batalha de Rima, em uma disputa acirrada.

A poesia também teve voz com a slammer Yastricia, que conquistou o segundo lugar na Batalha de Slam. E o 5º elemento – a produção cultural – foi representado nas rodas de diálogo por Débora Aguiar e Vênus das Peles, que compartilharam saberes sobre organização e sustentabilidade da cultura.

Além das vitórias e vivências, a delegação pernambucana levou sua contribuição política com a distribuição da cartilha “Mais Hip Hop, Menos Violência Contra a Mulher”, que recebeu elogios de representantes de diversos estados e deverá inspirar novas iniciativas em outros territórios.

Com dois troféus na bagagem e muitas ideias novas na cabeça, as mulheres do Hip Hop de Pernambuco celebram a experiência como histórica: “Fizemos história! Voltamos ainda mais fortes pra mexer no Hip Hop de Pernambuco. Obrigada a todos que acreditaram no nosso corre!”, destacaram.

O Fórum é uma construção coletiva que reforça o papel do Hip Hop enquanto ferramenta de transformação social, educativa e política — sobretudo para as mulheres periféricas, negras, indígenas e LGBTQIAPN+ que atuam no movimento.