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Negociações foram retomadas nesta quinta-feira (10), em São Paulo, e nova proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho é válida até 11 de setembro

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A CAIXA Econômica Federal apresentou nesta quinta-feira (10) uma proposta final para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico de seus empregados. As negociações com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/CAIXA) foram retomadas pela manhã, em São Paulo, após uma rodada que já havia avançado pela madrugada.

De acordo com informações divulgadas pela Contraf-CUT, a proposta apresentada pelo banco é válida até esta sexta-feira (11) e deverá ser avaliada pelos trabalhadores.

A nova proposta é resultado da retomada das negociações entre a CAIXA e as entidades representativas dos empregados. Na terça-feira (8), o banco já havia informado que havia solicitado formalmente a reabertura do diálogo, diante do impasse na renovação do acordo coletivo.

Entre os pontos divulgados pela representação dos trabalhadores estão medidas relacionadas à diversidade, equidade de gênero, combate à discriminação, acessibilidade e condições de trabalho para pessoas com deficiência, além da criação de um programa de saúde integral.

A proposta também prevê a criação do chamado GT Trajetória, destinado à discussão de temas relacionados a funções, plano de cargos e salários e remuneração variável. Outro ponto informado pela Contraf-CUT envolve alterações relacionadas aos sistemas Genesys e FigItal, incluindo a suspensão de penalizações no alcance até o fim de 2026 e a ampliação do tempo para continuidade de determinados atendimentos.

Também está previsto, segundo a entidade, o adiantamento salarial durante licença-saúde, de forma opcional, além de mudanças relacionadas a ausências permitidas e abono de férias.
A Contraf-CUT informou ainda que, caso os termos não sejam aprovados dentro do prazo estabelecido, a CAIXA poderá retirar a proposta e buscar a solução do conflito por meio de dissídio coletivo.

A negociação acontece em meio à mobilização dos empregados da CAIXA, que haviam anunciado greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira. A apresentação de uma nova proposta mantém aberto o caminho para um entendimento entre o banco e os representantes dos trabalhadores antes de uma definição sobre os próximos passos do movimento.

A CAIXA tem papel relevante no atendimento à população brasileira, inclusive na operacionalização de benefícios sociais, programas habitacionais e outros serviços públicos. Por isso, uma eventual paralisação também desperta atenção quanto aos possíveis reflexos para os usuários do banco.

A definição agora depende da avaliação da proposta pelos trabalhadores e suas entidades representativas.

A Agência de Notícias das Favelas acompanha as negociações e atualizará seus leitores assim que houver uma decisão sobre a proposta e sobre os rumos da mobilização.

Fonte : informações divulgadas pela Contraf-CUT e nota oficial da CAIXA.