A Estação da Lapa, em Salvador, recebe entre os dias 28 e 30 de outubro uma edição especial da Peri-Feiras Pretas, iniciativa do Coletivo Resistência Preta voltada ao fortalecimento do empreendedorismo negro e feminino nas periferias. Com entrada gratuita, a programação acontece das 9h às 18h e reúne empreendedoras, atrações culturais e ações de conscientização relacionadas ao Outubro Rosa.
A feira reúne mulheres empreendedoras de diferentes segmentos, como moda, artesanato, gastronomia, literatura, cosméticos, acessórios e economia criativa. A proposta é ampliar a visibilidade dos negócios liderados por mulheres negras e periféricas, incentivar a geração de renda e fortalecer a economia popular e solidária nos territórios de Salvador.
A edição temática também chama a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, além da conscientização sobre o câncer do colo do útero. A iniciativa articula o debate sobre a saúde da mulher ao fortalecimento das redes comunitárias e da autonomia econômica feminina.
Além da comercialização de produtos e serviços, o público poderá acompanhar apresentações de Samba Afro, Renato Voz e Violão e DJ Black. A programação busca valorizar artistas locais e aproximar cultura, geração de renda e participação comunitária em um dos principais espaços de circulação de Salvador.
A edição do Outubro Rosa integra uma série de feiras temáticas promovidas pelo Coletivo Resistência Preta ao longo de 2026. Em outros períodos do ano, a Peri-Feiras Pretas também realizou edições relacionadas ao Mês das Mães e ao Agosto Lilás, ampliando o espaço de valorização do empreendedorismo feminino e de diálogo com pautas sociais. A iniciativa mantém a proposta de aproximar a economia solidária de temas que atravessam a vida das mulheres e das comunidades periféricas.
Com seis anos de trajetória, a Peri-Feiras Pretas é um projeto itinerante que percorre diferentes territórios de Salvador. Ao longo desse período, a iniciativa tem atuado no fortalecimento de pequenos negócios periféricos, na ampliação das oportunidades para mulheres empreendedoras e na construção de redes de apoio, cooperação e geração de renda.
A realização é do Coletivo Resistência Preta, por meio do Núcleo de Mulheres e da Escola Popular de Economia Solidária, organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres, no incentivo à economia solidária e no desenvolvimento dos territórios periféricos.














