Lula reverteu a desvantagem do primeiro turno e conquistou seu quarto mandato à frente da Presidência. Foto: Ricardo Stuckert
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Petista supera desvantagem do primeiro turno e termina eleição com 4,4 milhões de votos à frente de Flávio Bolsonaro

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Lula (PT) saiu do primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL) e chegou ao fim da disputa reeleito presidente da República. Entre as duas votações, o petista ampliou seu resultado em aproximadamente 10,4 milhões de votos e conquistou 51,79% dos votos válidos neste domingo (25). Flávio terminou com 48,21%.

Em 4 de outubro, a vantagem do candidato do PL era de cerca de 2,2 milhões de votos. No segundo turno, Lula alcançou 64.256.232 votos, contra 59.826.041 do adversário: uma diferença de 4.430.191 votos a favor do presidente. A comparação mostra uma mudança de aproximadamente 6,7 milhões de votos no saldo entre os dois candidatos.

Minas muda de lado

Minas Gerais foi um dos estados em que a mudança apareceu diretamente no resultado. No primeiro turno, Flávio havia recebido 48,24% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 43,33%. Na segunda votação, o petista assumiu a liderança e venceu com 50,43%, contra 49,57%.

Lula acrescentou cerca de 1,16 milhão de votos à sua votação no estado. Flávio também cresceu, mas em ritmo menor: ganhou aproximadamente 464 mil votos. Ao final da apuração, a vantagem petista em Minas foi de 109.313 votos.

Vitória na capital paulista

Em São Paulo, o resultado também revelou diferenças entre os territórios. Flávio venceu no conjunto do estado, com 53,85% dos votos válidos. Na capital, maior eleitorado municipal do país, Lula conquistou 55,5%, o equivalente a 3.864.354 votos.

Mais gente nas urnas

A virada nacional ocorreu em uma votação com maior participação. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aproximadamente 128,2 milhões de eleitores compareceram no segundo turno. A abstenção caiu de 21,08% para cerca de 19,2%.

Os resultados, porém, não permitem identificar individualmente de onde vieram os novos votos de cada candidato. O crescimento pode reunir eleitores de outras candidaturas, pessoas que não compareceram à primeira votação e mudanças de escolha entre os turnos.

O que a comparação confirma é a dimensão da recuperação: em três semanas, Lula transformou a segunda colocação em uma vitória com mais de 4,4 milhões de votos de vantagem.