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Faltam poucos dias para as eleições, e cresce a expectativa das periferias com relação ao período eleitoral. A Agência Brasil ouviu moradores de favelas do Rio de Janeiro e encontrou como principal tema o trabalho. Cerca de 65% dos entrevistados consideram o emprego e a geração de renda fundamentais para a melhoria de suas vidas. Em seguida, surgiram preocupações com a educação, a saúde, a mobilidade, a cultura, o lazer e a segurança, além de maior participação dos moradores nas decisões públicas.

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O que vemos e ouvimos na TV e nos palanques, principalmente nos discursos dos candidatos da extrema-direita, vai contra aquilo que a periferia realmente deseja. Enquanto esses candidatos falam em segurança, a periferia clama por trabalho e renda, por meio dos quais pode melhorar seu futuro.

Notadamente, os candidatos da extrema-direita não falam para as periferias quando propagam projetos milagrosos para a segurança pública. O público a quem esses candidatos se dirigem é, em sua maioria, formado por pessoas brancas e das classes média e alta.

Possivelmente, o ex-prefeito Eduardo Paes seja eleito o próximo governador do Rio de Janeiro, e a periferia espera que seu governo tenha como prioridade a criação de um ambiente que possibilite a geração de empregos e oportunidades para os fluminenses. Somente assim, o estado crescerá e, consequentemente, as periferias também poderão desenvolver suas potencialidades.

As periferias não aguentam mais candidatos que chegam aos seus territórios com respostas prontas, sem ouvir realmente o que elas desejam e anseiam.

A verdade é que o discurso sobre a segurança virou receita de bolo, cardápio, cartilha. É raro um candidato apresentar, de fato, projetos que envolvam e ouçam as periferias no que toca à geração de emprego e renda. São discursos vazios, sem consistência, embalados em papel de presente com o carimbo do empreendedorismo.

Enquanto os governos não ouvirem o que as periferias têm a dizer e a mostrar, continuaremos parados no mesmo lugar: o atraso.