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O mês de setembro de 2026 é um dos mais chuvosos nos últimos 30 anos, no Rio de Janeiro. Quem mais sofre com a condição climática é a população da periferia, pois as chuvas não afetam todos os territórios da mesma maneira. Nas periferias, os efeitos costumam ser agravados por fatores urbanos, sociais e históricos.

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Enquanto na orla da cidade o lamento é por não ser possível curtir a praia, nas periferias a população passa os dias de chuvas preocupada com alagamentos, deslizamentos, problemas estruturais nas casas, infiltrações, e problemas nos transportes públicos, dificultando a chegada ao trabalho.

As consequências são perda de renda, principalmente para os que trabalham informalmente, com ambulantes; saneamento, com o transbordamento dos rios, e redes de esgoto que pode contaminar a população; e desigualdade na recuperação das casas, a substituição de móveis e eletrodomésticos.

As famílias nas periferias levam muito mais tempo para se recuperar de períodos chuvosos longos como o que estamos vivendo. Cabe ao poder público atuar para minimizar os riscos e danos à população, em tempos de super El Niño.

Os telejornais tem mostrado o longo período de chuva com matéria pitorescas, como o transtorno de roupas acumuladas no varal, mas a questão é muito mais séria e profunda. A chuva que cai sobre o Rio não é igual para todos, as periferias são as que mais sofrem, sem dúvida.