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O cearense Eduardo Africano (32 anos), é rapper, compositor, arte-educador, escritor, intérprete e multiartista cuja trajetória nasce da vivência periférica em diversos bairros de Fortaleza (CE) e da necessidade de transformar a sua realidade em discurso. O rapper lança o seu álbum de estreia “ZYAR” (2026) dividido em 2 discos com 12 faixas inéditas. O novo trabalho é fruto de seu projeto musical “A elevação de um gênio rebelde” e está disponível em todas as plataformas digitais do artista cearense.

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Seu novo trabalho musical intitulado “ZYAR” é um álbum com 12 faixas inéditas que carregam uma escrita especialmente decolonial. “Meu álbum fala sobre raiz, processo, identidade e transformação. Então o “Y” surge como um símbolo dessa travessia, algo que conecta o urbano com o ancestral, o rap com a memória, o presente com quem veio antes de nós. O “Y” não substitui apenas uma letra. Ele muda a energia da palavra”, pontua.

O processo criativo do trabalho “ZYAR” não nasceu por acaso e passou por momentos cruciais do próprio artista que abriu a visão para o olhar decolonial. “O “Y” nas faixas do meu álbum não é uma estética vazia. É identidade, ancestralidade e posicionamento. Muitas línguas indígenas utilizam o “Y” como uma vogal própria, carregando sons e significados que não existem da mesma forma no português. Escolher escrever assim é uma forma de me reconectar com raízes que foram apagadas, silenciadas e muitas vezes desrespeitadas pela história”, afirma.


Sobre o constante uso da letra Y, o artista declara: “O “Y” pra mim representa origem, espiritualidade e resistência. É como se cada palavra carregasse um código ancestral dentro dela. Quando escrevo as faixas com “Y”, eu também estou quebrando uma lógica colonizada da linguagem, mostrando que a arte pode criar novas formas de existir, falar e sentir. Não é “erro de português”. É uma escolha artística, cultural e simbólica”, reafirma.

O rap é o seu eixo central, onde palavra, rima e verdade se encontram para narrar processos, enfrentamentos e construção de identidade. É autor das obras “Ultrapassando As Grades e Vendo Além dos Muros” (2020) e “Eu Mermo” (2023). Há quase 10 anos, Eduardo Africano vem atuando com Arte-educação com rapazes que estão reclusos em unidades socioeducativas na sua cidade natal Fortaleza (CE).

Sua musicalidade dialoga com vertentes sempre com letras marcadas por densidade lírica, consciência social, espiritualidade, afetos e resistência. Eduardo Africano constrói não só rimas que buscam impacto social, mas constrói sentido, permanência e posicionamento.


Suas músicas estão disponíveis em todos os seus perfis nas plataformas digitais – Amazon Music, Apple Music, Deezer, Spotify, YouTube Music e demais serviços de streaming –, alcançando diferentes públicos e territórios. Seus videoclipes autorais estão disponíveis em seu canal no YouTube, ampliando a força de suas narrativas através do audiovisual, da performance e da estética urbana.  Sobre o álbum ZYAR (2026) O álbum “ZYAR” (2026) é dividido em 2 discos com 12 faixas inéditas e é a obra mais fora da caixa do multiartista e rapper Eduardo Africano. Ao carregar uma escrita decolonial com o constante uso da letra Y (usado como vogal nas línguas indígenas), representa, para o artista, origem, espiritualidade e resistência. A ideia é que cada palavra carrega um código ancestral dentro dela. A letra “Y” nas faixas do EP não é uma mera estética e vazia de sentido e significado. O uso do “Y” carrega marcas de identidade, ancestralidade e posicionamento.

O projeto é apoiado pelo X Edital das Artes de Fortaleza – SECULTFOR – Lei nº 10.432/2015