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Comunidades insulares da Baía de Todos-os-Santos, na Bahia, vão receber uma nova etapa de ações voltadas à preservação ambiental e ao fortalecimento dos territórios tradicionais. O Projeto Recife das Pinaúnas, por meio do Movimento Replantio, inicia atividades em três ilhas da BTS com a meta de plantar mil mudas de mangue, promover educação ambiental e envolver diretamente estudantes e moradores da Ilha de Maré, em Salvador, da Ilha do Paty, em São Francisco do Conde, e da Ilha de Maria Guarda, em Madre de Deus.

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Patrocinada pela Acelen, a iniciativa vai atender estudantes do 5º e 9º ano do ensino fundamental com uma programação que une formação teórica e prática sobre os manguezais, ecossistemas fundamentais para a biodiversidade, a pesca artesanal e a proteção do litoral. Ao longo deste novo ciclo, o projeto pretende alcançar 200 pessoas e fortalecer o protagonismo de jovens na conservação dos ecossistemas costeiros.

Coordenado pela educadora ambiental Deusdélia Andrade, o projeto aborda temas como a importância ecológica dos manguezais, os impactos dos resíduos sólidos, o desmatamento, os períodos de reprodução das espécies e a produção de mudas para recuperação de áreas degradadas. As atividades também incluem reconhecimento da fauna e da flora local, mutirões de limpeza e plantio de mudas de mangue.

Segundo Deusdélia, a proposta é aproximar o aprendizado da realidade das comunidades e reforçar o vínculo entre os estudantes e os territórios onde vivem. “Quando os estudantes conhecem a importância do manguezal e participam do plantio das mudas, eles passam a enxergar esse ambiente como parte da própria história e do futuro da comunidade. O nosso objetivo é despertar esse sentimento de pertencimento e formar jovens capazes de atuar como multiplicadores da conservação ambiental dentro e fora da escola”, afirma.

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Além do plantio das mil mudas, esta nova fase do Recife das Pinaúnas prevê a capacitação de 12 monitores ambientais, a formação de quatro turmas de estudantes, a realização de três palestras educativas e a produção de quatro vídeos documentais sobre as ações desenvolvidas nas comunidades participantes.

A iniciativa também dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente nas áreas de educação, clima e preservação ambiental. Entre os objetivos contemplados estão o ODS 4, voltado à educação de qualidade; o ODS 13, relacionado ao enfrentamento das mudanças climáticas; o ODS 14, que trata da preservação da vida na água; e o ODS 15, voltado à proteção dos ecossistemas terrestres.

Para Ilka Danusa, gerente de Responsabilidade Social da Acelen, o projeto reforça a estratégia de atuação da empresa nos territórios onde está presente. “A Acelen tem o compromisso de apoiar iniciativas que gerem valor social e ambiental nas comunidades. O Recife das Pinaúnas traduz esse propósito ao promover educação ambiental, regeneração dos manguezais e estimular o protagonismo entre crianças, adolescentes e moradores da Baía de Todos-os-Santos”, destaca.

Resultados impulsionam expansão do projeto

A chegada do Recife das Pinaúnas às comunidades insulares da Baía de Todos-os-Santos é resultado dos avanços alcançados em etapas anteriores da iniciativa. Em ações realizadas em Caípe, em São Francisco do Conde, Madre de Deus e Passé, em Candeias, o projeto envolveu diretamente cerca de 400 pessoas e retirou 1.720 quilos de resíduos sólidos de áreas de manguezal.

Ao longo dessas atividades, também foram plantadas 2.200 mudas de mangue, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas e para o fortalecimento dos serviços ambientais prestados por esses ecossistemas. Nas redes sociais, as ações de mobilização e conscientização ultrapassaram 396 mil visualizações, ampliando o debate sobre a importância dos manguezais para a biodiversidade, a pesca artesanal e a qualidade de vida das comunidades costeiras.

Com a nova etapa, o Projeto Recife das Pinaúnas amplia sua rede de atuação e reforça o compromisso com a preservação dos manguezais da Baía de Todos-os-Santos, transformando estudantes em agentes multiplicadores de conhecimento e incentivando a participação das comunidades na construção de um futuro mais sustentável.