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O tradicional espaço conhecido como Feira de São Cristóvão, oficialmente o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, está com o futuro incerto após o anúncio de que o terreno onde funciona será levado a leilão no dia 25 de fevereiro de 2026. A decisão foi tomada no âmbito de um processo de execução fiscal movido pela União contra a Riotur — empresa responsável pela administração do local — por dívidas fiscais e trabalhistas.

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A estimativa é que o lance mínimo para o leilão seja de aproximadamente R$ 25 milhões, conforme divulgado no edital. Porém, o documento não oferece garantias claras sobre a continuidade da feira no local caso a venda se concretize, o que tem gerado apreensão entre feirantes e comerciantes. Gestores e representantes dos vendedores locais expressam preocupação com a possibilidade de mudanças que possam afetar a permanência da feira no endereço histórico. Em resposta, a comissão que administra o espaço ingressou com um embargo na Justiça, buscando impedir a realização do leilão e assegurar a manutenção das atividades culturais e comerciais no pavilhão.

A Prefeitura do Rio, por meio de nota, afirmou que está atuando para barrar a venda do terreno e reforçou o compromisso de preservar o espaço como um bem público. Autoridades municipais ressaltaram a relevância cultural da Feira de São Cristóvão, que é tombada como patrimônio cultural e imaterial tanto pelo município quanto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Com mais de 80 anos de história, a feira é um dos pontos mais importantes da cultura nordestina na capital fluminense, reunindo gastronomia típica, artesanato, apresentações culturais e um grande fluxo de visitantes. O pavilhão onde funciona foi tombado pela Câmara Municipal do Rio em 2021, o que, segundo autoridades, oferece alguma proteção ao espaço mesmo diante da possibilidade de transferência de propriedade.

A situação segue sendo acompanhada de perto por trabalhadores e visitantes, que aguardam uma definição sobre os próximos passos e o futuro do local, que se tornou símbolo da tradição nordestina no Rio de Janeiro.