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O Brasil está oficialmente fora do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28), durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, realizada em Adis Abeba, na Etiópia. A conquista ocorre após cerca de três anos de esforços para reduzir os índices de subnutrição e fome extrema no país.

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Segundo o Governo Federal, a proporção de brasileiros em situação de insegurança alimentar severa caiu de 17,2 milhões em 2022 para apenas 2,5 milhões em 2023, uma redução de 85%. Já a parcela da população sem acesso a uma alimentação saudável caiu de 29,8% (2021) para 23,7% (2024).

De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), o índice de prevalência da subnutrição, apresentou queda constante. Em 2022 aproximadamente 4,2%, em 2023 2,8% e em 2024 (estimado) 2,4%. A média trienal ficou, portanto, em 2,4%, permitindo que o país fosse oficialmente retirado do Mapa da Fome.

A saída do mapa é resultado direto de uma série de políticas públicas retomadas e fortalecidas a partir de 2023. Com destaque para o Plano Brasil Sem Fome, a retomada do Bolsa Família com valores reajustados e benefícios complementares, a ampliação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ao apoio à agricultura familiar, distribuição de sementes e incentivo à produção agroecológica. Fortalecimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e a reativação do Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o feito e classificou a conquista como um marco na história do país. “É com grande orgulho e imensa alegria que informo: O Brasil está fora do mapa da fome, mais uma vez. Uma conquista histórica que mostra que com políticas sérias e compromisso com o povo, é possível combater a fome e construir um país mais justo e solidário“, afirmou.

O Brasil havia deixado o Mapa da Fome em 2014, durante o segundo mandato de Lula. No entanto, entre 2019 e 2022, a fome voltou a crescer, impulsionada pela crise econômica, desmonte de políticas sociais e impactos da pandemia da Covid-19. Agora, em 2025, o país volta a figurar entre as nações que conseguiram vencer a insegurança alimentar severa.