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A oficina de graffiti, integra o projeto “Kardume: O graffiti vai ao mar”, e foi realizada no Espaço Kardume, no bairro de Nossa Senhora do Ó, em Paulista- Pernambuco. Idealizada por Luiz Fillipe, aertisiticamente conhecido como Fil (@umfil), 29 anos, idealizador do local onde aconteceu a ação, que tem um ambiente de produção e disseminação de Arte Periférica. O artista é oriundo do território e tem parente pescadores e marisqueiras. A oficina consistui em aprender técnicas de graffiti e entender essa linguagem artística e política como espaço de conquista de direitos à Cidade para a juventude da área, através de atividades teórico-práticas, despertando o potencial artístico e crítico dos jovens locais.

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Fil, iniciou no graffiti em 2012 e em 2014 ingressou na primeira turma de Artes Visuais do IFPE Campus Olinda, se formando em 2017. Nesses mais de 10 anos de caminhada contabiliza além das amizades diversas oficinas de graffiti no currículo, trabalhando muitas vezes de forma voluntária em parceria com ONGs e Órgãos Públicos. Integra os Coletivos Mova-se, Elementos do Graffiti, Kardume (@kardumeprod) e organiza o Point Bomb Recife (@point.bomb.recife).


Seus personagens tem uma forte identidade visual formados a partir de experimentações com linhas e utilizando frequentemente o preto e branco. Atualmente é estudante de Pedagogia na UFRPE e trabalha no Serviço de Convivência e Fortalecimentos de Vínculos da Prefeitura do Recife como Arte Educador, e também com produção de murais, assistência e consultorias técnicas para outros artistas, com moda, ilustração e mais uma infinidade de coisas.


Como processo de retorno às raízes, o projeto focou na questão do empoderamento e integração comunitária através da Arte Urbana, com 4 encontros de 2h-aula cada pra mais de 30 jovens da cidade de Paulista, onde abordou desde a contextualização histórica sobre o graffiti, sua importância, conhecimentos técnicos, com produção de frases pintadas nos muros e placas informativas pelo respeito ao meio ambiente e aqueles que ainda vivem da pesca artesanal através da pintura coletiva, e finalizando com um passeio pedagógico de barco pela costa da praia local. E todo essas vivências foram registradas, que compilou nesse audiovisual, com Libras e legendas.


A oficina teve a participação de 20 pessoas, sendo equilibrada a quantidade de pessoas femininas, masculinas e não-binárias. A equipe é moradora e/ou originária de Paulista – PE, o que impacta diretamente na cadeia econômica do município, incentivando e dando visibilidade aos artistas caiçaras da cidade. Conheça:

Oficineiro e coordenação:
Fillipe Fil

Produção executiva e comunicação:
Nathê Ferreira

Audiovisual
Shgalki

Libras:
Carol Mota

Alimentação:
Bar da Tia Creusa
Cabocla Delícias

Local Apoio:
Kardume

Barqueiro:
Lindomar

A ação cultural é apoiada com recursos da Lei Paulo Gustavo da Prefeitura de Paulista/PE e Governo Federal