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O Sistema Único de Saúde (SUS) completa 35 anos nesta sexta-feira (19) e, como parte das comemorações, o governo federal lançou o programa “Agora Tem Especialistas” (ATE), iniciativa histórica que pretende enfrentar um dos maiores gargalos da saúde pública: a falta de médicos especialistas e o longo tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.

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O investimento anual ultrapassa R$ 15 bilhões e tem como meta garantir que a população de todo o país — da floresta às zonas rurais, passando por favelas e periferias das grandes cidades — tenha atendimento no tempo certo e sem precisar recorrer a serviços privados.

Impacto nas periferias e favelas

Nas comunidades periféricas e favelas, onde a maioria dos moradores depende exclusivamente do SUS, a falta de especialistas sempre representou um obstáculo enorme. Pessoas que precisam de acompanhamento em áreas como cardiologia, oncologia, ginecologia, ortopedia, otorrinolaringologia e oftalmologia muitas vezes esperam meses — ou até anos — por uma consulta ou cirurgia eletiva.

Com o novo programa, mais de 3.500 médicos especialistas foram incorporados ao SUS em todo o Brasil. Só na Bahia, 48 novos profissionais foram distribuídos para 18 municípios, com a expectativa de reduzir pela metade a fila de espera até dezembro. Essa medida traz esperança para milhares de famílias periféricas que convivem diariamente com a dificuldade de acesso a tratamentos básicos e especializados.

Atendimento ampliado e novas tecnologias

Outra novidade do programa é a ampliação dos horários de atendimento. Policlínicas, ambulatórios, UPAs e hospitais parceiros do SUS agora funcionam também à noite, nos finais de semana e feriados. Isso significa que moradores das periferias, que muitas vezes não conseguem faltar ao trabalho para uma consulta, terão mais flexibilidade para buscar atendimento.

Foto: Reprodução

Além disso, o governo federal está investindo em teleconsultas e telediagnósticos, com a distribuição de dez mil kits de equipamentos para unidades básicas de saúde. A medida pode revolucionar o acompanhamento de pacientes em comunidades distantes dos grandes centros urbanos, evitando deslocamentos longos e caros.

Estrutura para áreas desassistidas

O “Agora Tem Especialistas” também inclui 150 unidades móveis de saúde — carretas e veículos adaptados que levarão consultas, exames e cirurgias para regiões ribeirinhas, quilombolas, indígenas e territórios afastados. Em áreas periféricas urbanas, os mutirões de saúde programados para finais de semana e feriados devem ampliar o acesso rápido a procedimentos básicos e especializados.

Um SUS mais forte para quem mais precisa

Atualmente, cerca de 70% dos brasileiros dependem exclusivamente do SUS. Nas favelas e periferias, essa proporção é ainda maior, o que reforça a importância de políticas públicas como o “Agora Tem Especialistas”.

Ao completar 35 anos, o SUS reafirma seu papel essencial na redução das desigualdades e na garantia do direito à saúde para todos. O novo programa, se efetivamente implementado em todo o país, pode representar um avanço histórico para que moradores de favelas e periferias tenham o mesmo acesso a médicos especialistas que qualquer outro cidadão brasileiro.