Foto: Reprodução
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O Governo do Brasil anunciou a doação de um terreno da União em Salvador para a construção do Residencial Vila Capistrano, empreendimento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A iniciativa beneficiará diretamente 48 famílias de baixa renda, muitas delas vindas de favelas e comunidades periféricas da capital baiana, garantindo um passo importante no acesso à moradia digna.

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Localizado na Rua Capistrano de Abreu, no bairro de Água de Meninos, o terreno será utilizado exclusivamente para a construção das unidades habitacionais. O projeto faz parte da Linha de Ação 1 do programa Imóvel da Gente, que transforma imóveis públicos ociosos em espaços de interesse social, priorizando habitação popular, regularização fundiária e iniciativas comunitárias.

A ação busca enfrentar uma das principais demandas das famílias periféricas: o direito à moradia. Em áreas de favela e ocupações informais, a falta de infraestrutura, saneamento e segurança habitacional ainda é uma realidade que compromete a qualidade de vida de milhares de pessoas. O novo empreendimento se insere nesse contexto como uma resposta concreta à luta histórica das comunidades por dignidade e inclusão.

“É fundamental que o Estado cumpra seu papel social, garantindo que terrenos que antes estavam sem utilização sejam revertidos em moradia para quem mais precisa. Esse movimento fortalece a luta por cidades mais justas, especialmente para as famílias das periferias”, avalia lideranças comunitárias que acompanham o tema.

O empreendimento será viabilizado com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), linha do Minha Casa, Minha Vida voltada para subsídios à população de baixa renda. A Caixa Econômica Federal será responsável pela execução, assegurando que o terreno cumpra sua destinação.

Além de garantir moradia, a iniciativa representa uma intervenção urbanística positiva em Salvador, ajudando a reduzir desigualdades históricas e a promover inclusão social. Para os moradores das favelas e periferias, o projeto simboliza mais do que casas: é a possibilidade de viver com segurança, estabilidade e acesso a direitos básicos.

Com o Imóvel da Gente, lançado em 2024, a expectativa é que outras áreas da União ociosas sejam destinadas a escolas, postos de saúde, centros culturais e novos empreendimentos de habitação popular. A experiência em Salvador mostra que a transformação de espaços abandonados em equipamentos sociais pode ser um caminho efetivo para combater a exclusão urbana e fortalecer a cidadania nas periferias.