Foto:Divulgação
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O documentário Cais, dirigido pela cineasta baiana Safira Moreira, foi o grande vencedor da Mostra Competitiva Brasileira do 14º Festival Olhar de Cinema, realizado em Curitiba (PR). O longa levou três prêmios importantes: Melhor Filme pelo Júri Oficial, Melhor Filme pelo Voto do Público e Melhor Filme pela Crítica (ABRACCINE).

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A cerimônia de premiação ocorreu nesta terça-feira (18), consagrando a estreia nacional da obra, que mergulha em temas como memória, tempo e ancestralidade a partir de uma perspectiva íntima da diretora. Safira Moreira dedica o filme à sua mãe, Angélica Moreira, cuja ausência impulsiona a narrativa poética do documentário.

“Cais é um filme que parte de uma jornada muito íntima, e é uma grande reverência à minha mãe, às águas e ao Tempo. Ver esse filme tocar o público, o júri e a crítica é um presente imenso, que só mesmo minha ancestralidade poderia proporcionar”, declarou a diretora.

Filmado em um percurso fluvial que abrange cidades às margens do Rio Paraguaçu, na Bahia, e do Rio Alegre, no Maranhão, Cais acompanha o processo de luto da diretora dois meses após a perda da mãe. A jornada é conduzida por imagens, silêncios e sensações que propõem novas formas de olhar para a vida, a morte e os vínculos afetivos.

Para a produtora Flávia Santana, da baiana Mulungu Realizações Culturais, a estreia foi um marco: “Ter vencido nos votos da crítica, do júri e do público dá ainda mais sentido ao nosso trabalho. É pensando na conexão com as pessoas que fazemos cinema”, afirmou.

Após sua estreia nacional, Cais segue circulando em festivais internacionais. O documentário foi exibido este mês no 40º Festival Internacional de Cine en Guadalajara, no México, e tem presença confirmada no Blackstar Film Festival, na Filadélfia (EUA), entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. O projeto também foi contemplado com o Sundance Documentary Fund, do renomado Sundance Institute.

A produção é uma coprodução entre Mulungu Realizações Culturais, Omnirá Filmes e Giro Planejamento Cultural, com apoio do Rumos Itaú Cultural e do Fundo Avon Mulheres no Audiovisual (FAMA).