Jorge Canella, vereador do Rio e coronel da reserva da Polícia Militar, foi preso em flagrante pela Polícia Federal. Foto: Reprodução/Redes sociais
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Coronel da reserva da Polícia Militar, Jorge Canella foi detido durante uma operação que investiga possíveis relações entre agentes políticos e o crime organizado no estado

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O vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil) foi preso em flagrante pela Polícia Federal após a apreensão de dois fuzis e uma submetralhadora de uso restrito. As armas foram encontradas nesta terça-feira (22) em um imóvel na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da cidade.

A prisão ocorreu durante a sétima fase da Operação Unha e Carne. Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Barra da Tijuca, no Recreio dos Bandeirantes e na Câmara Municipal do Rio. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os agentes estiveram no gabinete do vereador, mas nenhum material foi apreendido no local, de acordo com a Câmara Municipal. Canella e as armas encontradas foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal, no Centro do Rio, onde foi formalizada a prisão em flagrante.

O parlamentar deverá responder por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Até a última atualização desta reportagem, não havia informação oficial sobre a realização de audiência de custódia ou eventual decisão relacionada à manutenção da prisão. O gabinete do vereador também não havia apresentado posicionamento público sobre o caso.

Coronel da reserva e ex-secretário de Segurança

Jorge Canella, cujo nome completo é Jorge Eduardo Barreto de Andrade Filho, é coronel da reserva da Polícia Militar. Antes de assumir uma cadeira na Câmara Municipal, comandou batalhão da corporação, foi secretário municipal de Segurança de Belford Roxo e diretor do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

Ele foi eleito vereador do Rio em 2024, com 19.353 votos.

Apesar de utilizar o mesmo sobrenome político, Jorge Canella não é parente de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo. Os dois, no entanto, são aliados políticos e já se referiram publicamente um ao outro como “irmãos”.

Operação investiga conexões políticas

A ação desta terça-feira é um desdobramento da Operação Unha e Carne, que apura possíveis relações entre integrantes da política fluminense e organizações criminosas. Uma fase anterior da investigação resultou na prisão de Márcio Canella depois que a PF encontrou um fuzil em seu veículo.

A nova etapa faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal com o objetivo de combater organizações criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a PF, a força-tarefa segue as diretrizes estabelecidas pelo STF na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, conhecida como ADPF das Favelas. A decisão determina parâmetros para as operações policiais no Rio e busca reduzir a letalidade provocada pelas ações de segurança pública, especialmente nas favelas.