O Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM), na Boa Vista, recebe neste sábado (7), às 15h, a abertura da exposição “As Cinco Peles: corpo, território, mundo”, que marca o início da 4ª Bienal Black Brazil Art no Recife. A mostra reúne 125 artistas e terá atividades em diferentes equipamentos culturais da cidade até março de 2027.
Os trabalhos contemplam linguagens como fotografia, pintura, escultura, instalação, arte têxtil, videoarte e performance. Entre os selecionados, 57 são da região Sudeste, 40 do Nordeste, 11 do Sul, cinco do Centro-Oeste e quatro do Norte. Pernambuco conta com 11 representantes. A seleção também inclui artistas da Alemanha, Canadá, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Porto Rico e Portugal.
No MAMAM, a exposição ocupa os três andares do museu até 31 de janeiro de 2027. A programação de abertura inclui a performance “Escuto Antes de Mover”, da artista Andrea Müller, e a oficina “Apitos Sonoros”, ministrada por Rodrigo Novack. O público também poderá participar de uma edição presencial do programa “Artistas (em) Conversação”, com seis artistas pernambucanos e a curadora da mostra.
Outras atividades serão realizadas na Escola Técnica Estadual Alfredo Freyre, no Museu da Abolição e no Laboratório de Experiências em Arte, Educação e Cultura (Laberer), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Em 7 de dezembro, a Bienal chega ao Centro Cultural Cais do Sertão, no Recife Antigo. A abertura, marcada para as 18h, terá apresentações musicais, performance, exibição de vídeos e premiação. A exposição permanece no espaço até 7 de março de 2027.
A edição recebeu 338 inscrições na convocatória pública realizada no início de 2026. Criada em 2019 pela curadora e museóloga Patrícia Brito, a Bienal Black Brazil Art busca ampliar a circulação da produção artística negra, afro-diaspórica e decolonial. “Nossa quarta edição nasce da compreensão de que a arte contemporânea afrodiaspórica é construída em movimento”, afirma Patrícia Brito. Segundo a curadora, a iniciativa também pretende promover encontros e espaços de produção de conhecimento.
O tema desta edição propõe reflexões sobre as relações entre corpo, território e mundo, considerando experiências individuais e coletivas. As obras abordam questões relacionadas à identidade, memória e pertencimento. A programação completa está disponível no site da Bienal Black Brazil Art.














