Foto: Reprodução
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As festas juninas seguem firmes como um dos motores culturais e econômicos do Nordeste. Entre bandeirolas, forró e comidas típicas, cidades como Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Salvador (BA), São Luís (MA) e Aracaju (SE) se transformam em pólos de cultura popular e movimentação financeira no mês de junho.

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Segundo dados preliminares das secretarias de turismo e desenvolvimento econômico dos estados nordestinos, o ciclo junino de 2025 deve injetar mais de R$ 2 bilhões na economia da região, somando receitas com turismo, comércio informal, rede hoteleira, transporte, alimentação e serviços. O impacto positivo se reflete também na geração de empregos temporários.

Somente em Campina Grande, que realiza o autointitulado “Maior São João do Mundo”, mais de 15 mil postos de trabalho foram criados direta e indiretamente, entre montagem de estruturas, segurança, ambulantes, artistas e produção cultural. Em Caruaru, o número passa de 10 mil. Já em Salvador, bairros periféricos como Cajazeiras, Subúrbio e Liberdade têm aquecimento especial nas festas de bairro, impulsionando costureiras, trios de forró, comerciantes e coletivos culturais locais.

As festas também são espaço de afirmação identitária e resistência popular. “O São João é nossa herança viva. Mantemos tradições e movimentamos nossa economia comunitária”, afirma Maria das Dores, liderança cultural em Arcoverde (PE).

Para os trabalhadores e empreendedores periféricos, o ciclo junino é mais que festa: é oportunidade de renda e visibilidade. Em tempos de desemprego alto e informalidade crescente, o São João no Nordeste reafirma a potência da cultura como estratégia de desenvolvimento local.