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A proposta que promete alterar o debate sobre o fim da escala 6×1 provocou forte repercussão nas redes sociais e no meio político nesta semana. Uma emenda apresentada por deputados da direita e do Centrão à PEC que trata da redução da jornada de trabalho recebeu 176 assinaturas na Câmara dos Deputados e prevê mudanças que, segundo críticos, podem adiar o fim do modelo atual até 2036.

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A emenda foi apresentada dentro da PEC 221/2019, que ganhou força nos últimos meses após mobilizações populares e campanhas nas redes sociais em defesa da redução da jornada semanal de trabalho e do fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos para ter apenas um dia de descanso.

O texto original, defendido pela deputada federal Erika Hilton, propõe a redução gradual da jornada semanal de 44 para 36 horas sem redução salarial. Já a nova proposta apresentada por parlamentares altera pontos centrais da PEC.

Entre as mudanças previstas estão a possibilidade de jornadas de até 52 horas semanais mediante acordo coletivo, manutenção da carga horária atual em determinados setores considerados essenciais e um período de transição que pode empurrar mudanças mais amplas para 2036.

A proposta gerou críticas de movimentos trabalhistas e de parlamentares da esquerda, que acusam os autores da emenda de tentar “esvaziar” o projeto original do fim da escala 6×1. Nas redes sociais, a medida foi classificada por apoiadores da PEC como um “retrocesso” nos direitos trabalhistas.

Entre os deputados do Rio de Janeiro apontados como signatários da emenda estão:

  • Sóstenes Cavalcante (PL)
  • Chris Tonietto (PL)
  • Carlos Jordy (PL)
  • Dr. Flávio (PL)
  • Julio Lopes (PP)
  • Bebeto (PP)
  • Doutor Luizinho (PP)
  • Jorge Braz (Republicanos)
  • Daniela do Waguinho (Republicanos)
  • Murillo Gouvea (PSDB)
  • Luciano Vieira (PSDB)
  • Hugo Leal (PSD)
  • Luiz Lima (Novo)
  • Max Lemos (PDT)

A lista completa dos 176 parlamentares ainda não foi divulgada oficialmente de forma consolidada pela Câmara dos Deputados, mas nomes vêm sendo compartilhados por parlamentares e perfis políticos que acompanham a tramitação da proposta.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou grande apoio popular nos últimos meses, principalmente entre trabalhadores do comércio e do setor de serviços, que defendem melhores condições de trabalho, mais tempo de descanso e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

A expectativa é que o debate se intensifique nas próximas semanas, diante da pressão popular e das divergências entre setores políticos e empresariais sobre os impactos da redução da jornada de trabalho na economia brasileira.