Quinta-feira, dia 3 de julho. Um dia que jamais esquecerei.
O lançamento do filme “É o Complexo” foi um verdadeiro divisor de águas — não só pro cinema, mas pra história das favelas do Rio de Janeiro.
A sessão, no Cine Penha, ficou lotada! Vieram moradores e influenciadores de várias regiões: Complexo do Alemão, Penha, Ilha do Governador, Cosmos, Magé, Duque de Caxias e, claro, da minha raiz: a favela da Kelson’s. ![]()
Dirigido por Vinícius Coimbra, o filme abre uma trilogia inspirada nas músicas de Chico Buarque.
Esse primeiro longa é baseado em “Meu Guri” e mergulha nas dores, silêncios e contradições das favelas: ausência do Estado, sedução do crime, violência que atinge todos os lados, e a omissão das elites que fingem não ver.
Na trama, dois estudantes de cinema decidem filmar um documentário com traficantes do Engenho da Rainha.
A personagem Mel, da classe média, se deslumbra com aquele universo — bailes, armas, códigos, assistencialismo — até ser confrontada com a brutalidade de uma guerra sem vencedores.
O que torna esse filme tão potente é a verdade por trás de cada cena.
Os próprios atores — crias de comunidade — criaram as cenas e improvisaram os diálogos com base em vivências reais.
E foi aí que eu entrei.
Tive a honra e a responsabilidade de atuar como roteirista e articulador do projeto.
Participei diretamente da construção da narrativa, da ponte entre a produção e os territórios, e da tradução da vivência da favela em linguagem de cinema.
Não foi só escrever.
Foi abrir caminhos, mediar mundos e garantir que nossa voz não fosse distorcida.
E aqui vai o mais importante:
Toda glória e toda honra sejam dadas a Jesus Cristo.
Foi Ele quem abriu cada porta, fortaleceu cada passo e me colocou nesse projeto.
Esse filme é mais que arte.
É missão. É chamado. É resposta de oração.
Pra quem quiser assistir, “É o Complexo” já está disponível em www.eocomplexo.com.br.
Assista. Compartilhe. Espalhe essa verdade.



















