Foto: Daniel Pita
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Estão abertas, entre os dias 16 de junho e 22 de julho, as inscrições para o curso gratuito “AKOBEN preenchendo currículos – O ensino de artes visuais e as culturas negadas”. A formação é voltada a professores da rede pública, estudantes de licenciatura, arte-educadores e demais interessados em práticas pedagógicas decoloniais no campo da arte.

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Com aulas presenciais na Casa da Música, no Parque Metropolitano do Abaeté (bairro de Itapuã, em Salvador), o curso acontece entre 2 de agosto de 2025 e 28 de março de 2026, sempre aos sábados, quinzenalmente, das 14h às 18h. Serão 15 encontros, totalizando 40 horas de carga horária, distribuídas em cinco módulos temáticos.

Idealizado pelo artista-educador Romário Oliveira, o projeto propõe uma abordagem crítica do ensino de artes visuais, com foco na valorização das culturas afrodiaspóricas e indígenas, nas epistemologias historicamente marginalizadas e nas políticas públicas de educação étnico-racial.

Serão selecionadas 30 pessoas, com prioridade para grupos socialmente vulnerabilizados, como mulheres, pessoas negras, indígenas e LGBTQIAPN+. A formação inclui oficinas, laboratórios criativos e debates sobre temas como feminismos, acessibilidade, identidade de gênero e o papel político da arte na educação.

Mais que um curso, o AKOBEN é um chamado à resistência. O nome do projeto vem do símbolo adinkra “akoben”, que significa “corneta de guerra” — evocando o princípio africano de Sankofa: olhar para o passado para transformar o presente. A proposta nasce da experiência de Romário nas escolas públicas de Salvador e da necessidade urgente de efetivar as Leis 10.639/03, 11.645/08 e 14.986/24, que tratam da inclusão da história e cultura afro-brasileira, indígena e de gênero nos currículos escolares.

O AKOBEN é um projeto contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia, com apoio do Governo da Bahia e do Ministério da Cultura.