O Governo do Brasil anunciou, na última sexta-feira (24), a liberação de R$ 1,2 bilhão para a construção de 541 novas unidades de saúde em 505 municípios de todo o país. O investimento, considerado o maior já realizado em uma única ação do Novo PAC Saúde, deve beneficiar cerca de 11 milhões de brasileiros, com impactos diretos nas periferias, onde o acesso à saúde ainda enfrenta desafios históricos.
As obras incluem a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Centros Especializados em Reabilitação (CER), equipamentos fundamentais para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliar o atendimento em territórios marcados por desigualdades sociais.
A iniciativa reforça a articulação entre União, estados e municípios como estratégia central para garantir mais equidade no acesso à saúde pública. Na prática, significa levar serviços essenciais para regiões onde antes havia ausência ou precariedade de atendimento, realidade comum em muitas favelas brasileiras.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o investimento representa um avanço concreto na estruturação do SUS.
“É o SUS sendo ampliado com rapidez, presença do Governo do Brasil e justiça social. Onde antes faltava estrutura, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está fazendo chegar Unidades Básicas de Saúde, centros de atendimento em saúde mental e voltados a pessoas com deficiência. É investimento que vira obra, obra que vira atendimento e atendimento que melhora a vida do povo brasileiro”, afirmou.
Saúde mais perto de quem mais precisa
Com as novas ordens de serviço, o Novo PAC Saúde alcança a marca de 85% das obras previstas em execução ou já concluídas, somando mais de 2,8 mil projetos em todo o Brasil. A expansão inclui policlínicas, maternidades e UBS indígenas, ampliando o cuidado em saúde para populações diversas.
A chegada desses equipamentos em áreas periféricas representa mais do que infraestrutura: significa redução de filas, acesso mais rápido a consultas e exames, e fortalecimento do cuidado contínuo, especialmente em saúde mental e reabilitação.
O programa também dialoga com a iniciativa “Agora Tem Especialistas”, que busca diminuir o tempo de espera por atendimentos especializados, com estratégias como mutirões, unidades móveis e reforço da rede pública em regiões com vazios assistenciais.
Impacto social e econômico nas comunidades
Além de ampliar o acesso à saúde, o investimento também movimenta a economia local. A construção das unidades gera emprego e renda nos territórios, fortalecendo a dinâmica econômica das periferias e contribuindo para o desenvolvimento social.
Os recursos foram transferidos de forma integral, diretamente entre fundos de saúde, garantindo mais agilidade na execução das obras. A medida reforça o compromisso com resultados concretos e com a melhoria da qualidade de vida da população, especialmente em comunidades historicamente negligenciadas.
Para moradores de favelas, onde o acesso a serviços públicos de qualidade ainda é desigual, iniciativas como essa representam um passo importante na construção de um sistema de saúde mais justo, acessível e presente no cotidiano das pessoas.














