O Ministério da Saúde lançou a versão atualizada da Caderneta da Pessoa Idosa, um instrumento que passa a reunir informações essenciais sobre saúde mental, prevenção da violência, cuidados paliativos e seguridade social, com foco no acompanhamento integral da população com 60 anos ou mais. A iniciativa tem impacto direto nas periferias, onde o acesso contínuo aos serviços de saúde ainda enfrenta desafios históricos.
O documento já está disponível em versão digital no portal do Ministério da Saúde e, ainda este ano, poderá ser acessado pelo aplicativo Meu SUS Digital. Além disso, uma versão física da caderneta será distribuída em todo o país, ampliando o alcance para idosos que vivem em territórios periféricos com menor acesso à internet.
De acordo com a secretária de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas, a caderneta é uma aliada estratégica no cuidado com a população idosa. “A Caderneta da Pessoa Idosa é uma importante aliada para acompanhar a saúde, orientar sobre cuidados, direitos e cidadania da nossa população nos territórios. Além disso, facilita o registro e a troca de informações entre os profissionais de saúde, garantindo um atendimento mais seguro e alinhado às suas reais necessidades”, afirma.
Instrumento fortalece o cuidado nos territórios periféricos
Reestruturada para ser mais acessível e acolhedora, a nova versão da caderneta foi pensada para dialogar com a realidade social dos mais de 32 milhões de brasileiros idosos, muitos deles moradores de favelas, onde o envelhecimento ocorre, muitas vezes, em meio à precarização do acesso a políticas públicas.
Entre as principais novidades está a inclusão do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20), que permite identificar condições de fragilidade e necessidades específicas de cada pessoa idosa. A ferramenta é fundamental para qualificar o atendimento na Atenção Primária à Saúde, especialmente nas Unidades de Saúde da Família que atuam em territórios populares.
O material também passou a contar com fontes maiores, ilustrações e QR Codes, facilitando a leitura e o acesso a conteúdos complementares de educação em saúde. Essas mudanças são especialmente relevantes para idosos das periferias, onde o letramento em saúde ainda é um desafio.
Envelhecer com dignidade na favela e na periferia
Outro avanço anunciado é a inclusão do Indicador do Cuidado da Pessoa Idosa no cofinanciamento da Atenção Primária, dentro da estratégia Saúde Brasil 360°, que reforça a APS como eixo central do SUS. A proposta busca organizar um ciclo completo de cuidado, com atenção especial a idosos, mulheres, crianças e gestantes.
A Caderneta da Pessoa Idosa funciona como um registro integrado de consultas, vacinas, medicamentos e exames, além de reunir informações sobre direitos da pessoa idosa, alimentação saudável, serviços públicos e telefones úteis. Para moradores das favelas e periferias, o instrumento representa mais do que um documento: é uma ponte entre o SUS, os profissionais de saúde e a garantia de direitos em territórios historicamente negligenciados.














