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O evento reúne fãs e artistas que fortalecem sua identidade através da cultura. 

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Eventos como a CCXP (Comic Con Experience) dão a oportunidade para artistas e fãs se conhecerem, e esses momentos geram identificação e representatividade, e isso é muito importante visto que grande parte da população brasileira consome videogames, séries e filmes. 

Segundo a PGB (Pesquisa Game Brasil), 82,8% dos brasileiros tem o hábito de consumir jogos digitais e um levantamento da Nexus descobriu que 72% dos brasileiros consomem streaming de vídeo. Esses números provam por si só provam a diversidade de pessoas que consomem. 

Luisa Orvate, é designer e compareceu ao evento como cosplayer (caracterizada como um personagem) e acredita que hoje têm mais mulheres nas telas: “Eu acredito que em obras antigas a diversidade é muito menor, porque geralmente tem só um personagem feminino. E isso é algo que eu venho vendo muito mais hoje. Eu vejo grupos que só tem mulheres ou grupos mistos e isso é uma coisa que eu consigo me enxergar mais, eu fico mais feliz”. 

Ela fala que vai além do que está na frente das câmera, é importante que os outros profissionais que trabalham nas produções, além dos atores, também merecem esse reconhecimento e cuidado por parte dos fãs. 

Robson Moura é professor e autor das HQs “Olhos de Farol” e “Contos Negros” e foi a CCXP para divulgar suas obras, e contou como é difícil ser artista no Brasil, mas que é gratificante: “Nós, artistas, a gente tem muito uma relação de prazer, de amor, porque o mercado brasileiro, ele ainda é emergente, ele não comporta todo mundo. Então você tem que fazer porque você gosta muito”. 

As histórias de Moura abordam racismo e preconceitos, e ele acredita que esse assunto recebeu certa visibilidade, mas não o suficiente: “É como se tivesse sido uma ‘moda’ e agora só quem realmente acredita faz esse tipo de trabalho. Mas eu acho extremamente importante porque eu uso em sala de aula com meus alunos, trago discussões super atuais, então é legal você sempre acreditar no que você tá fazendo”.