Nesta sexta-feira (28), Salvador se torna o centro de um anúncio estratégico para a saúde pública brasileira: a ampliação da capacidade nacional de produzir hemoderivados e a modernização da Hemorrede Pública em todo o país. A iniciativa, apresentada na Fundação Hemoba, integra o Novo PAC Saúde e recebeu investimento de R$ 116 milhões do Ministério da Saúde.
O fortalecimento da produção nacional de hemoderivados — medicamentos produzidos a partir do plasma sanguíneo — é uma demanda urgente para o Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo para a população das favelas e periferias, que depende diretamente da garantia de abastecimento, agilidade no atendimento e segurança nos procedimentos especializados. A falta desses insumos impacta de forma ainda mais dura quem vive em territórios vulnerabilizados.
Durante o evento, a superintendente estadual do Ministério da Saúde na Bahia (SEMS/BA), Joanna Paroli, apresentou os novos equipamentos que passam a integrar a Hemorrede Pública. O diretor-geral da Hemoba, Luiz Catto, também esteve presente. As tecnologias entregues representam um avanço decisivo na modernização do parque hematológico brasileiro, ampliando eficiência, segurança e capacidade de produção.
De acordo com o Ministério da Saúde, essa modernização reduz a dependência de importações e fortalece a autonomia do Brasil na produção de medicamentos estratégicos. A iniciativa está alinhada ao programa Agora Tem Especialistas, que busca qualificar serviços especializados e ampliar o acesso da população — especialmente a mais pobre — a tratamentos fundamentais. Para as comunidades periféricas, isso significa mais garantia de atendimento, menos deslocamento e mais segurança no acesso a terapias fundamentais para doenças raras, hematológicas e crônicas.
Além de Salvador, a entrega de equipamentos acontece simultaneamente em outros 12 estados, com participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, da Hemobrás e representantes da Hemorrede. A ação marca um passo importante na consolidação da soberania sanitária brasileira e reforça o compromisso do SUS com a equidade e a redução das desigualdades — princípios essenciais para a vida nas favelas e periferias.














