Foto: Girnil
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Nesta sexta-feira (28), Salvador se tornou um dos principais polos de discussão sobre democracia da comunicação e integração latino-americana ao sediar o 2º Seminário Internacional de Comunicação para a Integração. O encontro, organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, reuniu comunicadores, mídias independentes, coletivos, movimentos sociais, pesquisadores e representantes de diversos países interessados em fortalecer a comunicação como ferramenta de resistência – especialmente nas favelas e periferias, onde os impactos da desinformação são ainda mais profundos.

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A escolha da capital baiana para receber o seminário não foi por acaso. Para Felipe Bianchi, do Barão de Itararé, Salvador simboliza um território de luta, resistência e produção de narrativas negras e periféricas que desafiam a hegemonia midiática.
“É com incontida alegria que realizamos essa segunda edição na bela cidade de Salvador, na Bahia, epicentro da luta escravagista e da resistência à opressão colonial”, afirmou.

A abertura reuniu falas de Adelmo Andrade, diretor de Comunicação do Sindicato dos Bancários e apoiador histórico das pautas democráticas; Renata Mielli, integrante do Comitê Gestor da Internet no Brasil; e o próprio Bianchi.

A primeira mesa, “Comunicação e Cooperação no Sul Global”, discutiu os desafios enfrentados por países historicamente explorados e em desenvolvimento. Jornalistas do Brasil, China e a presidenta da Telesur, da Venezuela, relataram como a mídia hegemônica opera em seus territórios e como esse comportamento influencia diretamente a opinião pública — sobretudo nas favelas e periferias, onde o acesso a fontes de informação plural ainda é limitado.

Foto: Manoel Porto

Os participantes defenderam a necessidade de fortalecer laços entre nações do Sul Global e ampliar o alcance das mídias independentes, que têm papel central na construção de narrativas que reflitam a realidade das populações marginalizadas.

Soluções contra manipulação da informação nas periferias do continente

Na segunda mesa da noite, representantes do México, Venezuela, Argentina e Estados Unidos apresentaram experiências concretas no combate à manipulação de informações. A participação popular foi destacada como elemento central para enfrentar a desinformação, fortalecer o jornalismo comunitário e garantir que as vozes das favelas e periferias estejam presentes na disputa de narrativas.

O seminário segue até 29 de novembro, com debates, rodas de conversa e oficinas, incluindo atividades sobre o uso de Inteligência Artificial — tema que impacta diretamente o futuro da comunicação comunitária e das narrativas das favelas.