Foto: Ascom / Hemoba
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Crianças com hemofilia A, de 0 a 6 anos, passam a contar com um tratamento mais seguro e menos doloroso na rede pública. O anúncio foi feito em uma cerimônia virtual realizada nesta sexta-feira (24) pelo Ministério da Saúde, que contou com a participação do Centro Estadual de Referência às Pessoas com Doença Falciforme (CERPDF/Hemoba), em Salvador, ao lado de representantes de outros hemocentros do país.

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A incorporação do medicamento Emicizumabe para essa faixa etária representa uma conquista principalmente para famílias que vivem nas favelas e periferias, onde as dificuldades para acesso e continuidade do tratamento costumam ser ainda maiores.

“Hoje é um dia muito feliz para nós, do Ministério da Saúde, e, sobretudo, para toda a população brasileira. Esse tratamento trará mais conforto e menos efeitos adversos para as crianças”, afirmou Aline Costa, diretora do Departamento de Cooperação Técnica e Desenvolvimento em Saúde do Ministério da Saúde. Ela destacou que o avanço reforça o fortalecimento do SUS e a dignidade de pacientes que dependem exclusivamente do sistema público.

Atualmente, o Emicizumabe já é ofertado para adultos e crianças acima de 6 anos. Com a ampliação, somente na Hemoba, o número de crianças que poderão ser tratadas cresce de forma significativa. Dos 842 pacientes com hemofilia A e B acompanhados neste ano, 56 são crianças de 0 a 6 anos com hemofilia A — público diretamente beneficiado pela nova política.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 13 mil pessoas vivem com hemofilia no Brasil, o que coloca o país entre as maiores populações de pacientes com a doença no mundo.

Para famílias periféricas, que muitas vezes precisam se deslocar longas distâncias até hospitais e hemocentros, a mudança traz ainda mais impacto: o novo medicamento substitui punções intravenosas repetidas por uma aplicação subcutânea semanal, muito mais simples e menos dolorosa.

“É um avanço muito grande, porque aumenta a adesão ao tratamento, reduz o sofrimento e garante mais inclusão social. As crianças poderão brincar, viver melhor e com mais segurança”, destacou Anelisa Streva, diretora do Centro de Referência da Hemoba. Ela lembra que a prevenção das hemorragias também evita limitações físicas ao longo da vida, permitindo mais autonomia no futuro.

A cerimônia contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, além de representantes de hemocentros de Brasília, Pernambuco, Ceará, Paraná e Pará. Na Bahia, também participaram o diretor-geral da Hemoba, Luiz Catto, e membros de entidades como a Associação Baiana de Hemofílicos.

Com o reforço do SUS, famílias de crianças com hemofilia em Salvador, Região Metropolitana e no interior do estado passam a ter mais esperança e qualidade de vida, reafirmando a importância de políticas públicas que cheguem aos territórios mais vulneráveis.