A Rede de Jornalistas Pretos pela Diversidade na Comunicação lança, nesta quinta-feira (28), às 19h, a Rede de Proteção Digital para Comunicadoras Negras (REPCONE). A iniciativa tem como objetivo articular ações de cibersegurança, acolhimento e proteção jurídica para jornalistas e comunicadoras negras, indígenas e quilombolas. O lançamento será transmitido ao vivo pelo YouTube e Instagram da Rede.
A proposta surge diante de um cenário alarmante. De acordo com dados da UNESCO e do InternetLab (2023), mais de 15 mil comunicadoras na América Latina já foram alvo de ataques mediados por tecnologia. No Brasil, o quadro é ainda mais grave: nove em cada dez jornalistas mulheres sofreram assédio online, e mais da metade recebeu ameaças virtuais relacionadas à integridade física.
Voltado especialmente para comunicadoras negras da América Latina, o REPCONE prevê a realização de campanhas de conscientização, formações e articulações coletivas, criando estratégias para enfrentar a violência digital e fortalecer as redes de proteção.
“Proteger essas mulheres é proteger narrativas que sustentam a democracia e a pluralidade de vozes. A violência digital não silencia apenas indivíduos, mas comunidades inteiras”, destacou Marcelle Chagas, coordenadora geral da Rede de Jornalistas Pretos e idealizadora do projeto.
Com essa iniciativa, a Rede reafirma o compromisso de defender a liberdade de expressão, combater o racismo digital e garantir a segurança das comunicadoras, fortalecendo o jornalismo enquanto ferramenta de resistência e transformação social.














