Foto: Centro de Pesquisa e Documentação do Jornal do Brasil.
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Nesta sexta-feira (29), completam-se 32 anos da Chacina de Vigário Geral, um dos episódios mais violentos e marcantes da história do Rio de Janeiro. Em 1993, 21 moradores da favela de Vigário Geral, Zona Norte do Rio, foram assassinados por policiais militares, em uma ação de vingança pela morte de quatro agentes ocorrida um dia antes do massacre pela facção criminosa que controlava o tráfico na favela.

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O massacre ocorreu de forma brutal: homens encapuzados invadiram vários pontos da favela, executando moradores inocentes, muitos deles trabalhadores e jovens. A ação foi planejada como uma represália, mas acabou vitimando pessoas sem qualquer ligação com o crime.

A tragédia teve forte repercussão nacional e internacional, tornando-se símbolo da violência policial e da impunidade no Brasil. De acordo com o Tribunal de Justiça, das 52 pessoas denunciadas por envolvimento no crime, apenas 4 foram condenadas. Dois condenados receberam liberdade condicional após cumprir parte da pena, um foi morto enquanto cumpria o regime semiaberto e outro foi assassinado enquanto aguardava em liberdade o julgamento de recurso. Outros réus chegaram a ser condenados no primeiro júri, mas foram absolvidos em julgamentos seguintes. 

Desde então, a data é lembrada como um marco da luta contra a violência do Estado e em defesa dos direitos humanos nas favelas cariocas. Organizações sociais e moradores de Vigário Geral mantêm viva a memória das vítimas e cobram que tragédias como essa não se repitam.

Mesmo 32 anos depois, a chacina segue sendo lembrada não apenas como um luto coletivo, mas também como um chamado à justiça e à mudança estrutural no enfrentamento à violência do Estado.