Foto: Divulgação
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Juliana Marins, a jovem brasileira de 26 anos, que caiu e ficou presa por quatro dias em uma encosta de difícil acesso no Monte Rinjani, na Indonésia, foi resgatada na manhã desta terça-feira (24), mas infelizmente não resistiu. A informação foi confirmada pelas redes sociais da família no final desta manhã. A tragédia ganhou repercussão internacional e gerou forte mobilização nas redes sociais, com familiares e internautas clamando por ajuda no resgate.

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Juliana fazia uma trilha ao lado de outros turistas e um guia local quando, na madrugada do dia 20 de junho de 2025, durante a subida, teria se afastado do grupo por exaustão. Em determinado momento, ela caiu e despencou por cerca de 300 metros em uma área com neblina e terreno extremamente íngreme.

Apesar da queda, ela sobreviveu inicialmente e foi localizada no dia seguinte por drones, que conseguiram filmá-la em uma posição vulnerável, consciente, mas sem força para se mover. As equipes de resgate conseguiram manter o contato visual por um tempo, mas a situação se agravou quando ela deslizou ainda mais, chegando a cerca de 650 metros de profundidade na encosta do vulcão.

As operações de resgate enfrentaram desafios extremos. A inclinação acentuada e o solo instável impediam o acesso por cordas de segurança, a neblina constante que dificultava o uso de helicópteros e o risco de novos deslizamentos tornavam o local praticamente inacessível.

Durante os dias em que Juliana esteve caída, circularam nas redes sociais informações de que ela estaria recebendo alimentos e água, mas essas informações foram desmentidas posteriormente pela própria família, que classificou a situação como desesperadora.

Após dias de tentativas, uma equipe de resgate finalmente alcançou Juliana. No entanto, ao chegarem ao local onde ela estava, os socorristas constataram que a jovem já havia falecido.

O caso teve forte repercussão internacional, especialmente após a criação do perfil “Resgate Juliana Marins” no Instagram, que alcançou mais de 1 milhão de seguidores em menos de 24 horas. A comoção foi amplificada por vídeos emocionantes publicados pela família, amigos e celebridades que pediram ajuda ao governo brasileiro e às autoridades indonésias.

Informações apuradas pela imprensa internacional sugerem que Juliana teria sido deixada para trás pelo guia da trilha. O grupo teria continuado a subida sem ela, mesmo diante de sinais claros de que a jovem não estava bem física ou psicologicamente para completar o trajeto. A possibilidade de negligência no atendimento e falta de socorro imediato ainda está sendo investigada pelas autoridades locais.

Natural de Niterói (RJ), Juliana era formada em publicidade e propaganda, pela UFRJ e atuava como dançarina de pole dance. Desde fevereiro, ela fazia um mochilão pela Ásia e já havia visitado Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de chegar à Indonésia. Nas redes sociais, costumava compartilhar registros de suas aventuras.