Foto: Divulgação
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Teve início na última segunda-feira (19) o cadastramento nacional de mídias periféricas, comunitárias e independentes na plataforma do Território Mídias Brasil (TMB). A iniciativa marca uma nova etapa de fortalecimento da comunicação popular no país e amplia a atuação da rede, que passa a reunir comunicadores e comunicadoras de oito estados brasileiros e do Distrito Federal.

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Voltado para veículos que atuam nas favelas, periferias urbanas, comunidades do campo e territórios tradicionais, o Território Mídias Brasil tem como objetivo mapear, conectar e fortalecer as mídias que produzem informação a partir dos territórios, com compromisso social, político e comunitário.

A iniciativa é realizada em parceria com o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e a Fundação Banco do Brasil, e busca consolidar uma rede nacional de comunicação popular, reconhecendo o papel estratégico das mídias periféricas na disputa de narrativas e na defesa da democracia.

Uma das idealizadoras do projeto, Cecília Figueira, destaca que as mídias da favela e da periferia cumprem um papel fundamental na organização popular e no fortalecimento da democracia brasileira. Para ela, reconhecer e conectar essas iniciativas é também valorizar saberes e práticas que historicamente foram invisibilizadas pelos grandes meios de comunicação.

“As mídias periféricas, das cidades, do campo e das comunidades tradicionais carregam uma força potente de transformação social. Conhecer, mapear e articular essa diversidade é essencial para fortalecer a comunicação popular e garantir que os territórios falem por si”, afirma Cecília.

O cadastramento nacional permite que veículos comunitários e independentes façam parte da plataforma, ampliando sua visibilidade, possibilidades de articulação em rede e acesso a formações, projetos colaborativos e oportunidades de fortalecimento institucional.

Para as favelas, a iniciativa representa um passo importante na consolidação de uma comunicação comprometida com a realidade dos territórios, com a defesa dos direitos humanos e com a construção de narrativas que enfrentem o racismo, as desigualdades sociais e a desinformação.

O Território Mídias Brasil reafirma, assim, o papel das mídias periféricas como ferramentas centrais de resistência, mobilização social e produção de conhecimento a partir das margens, conectando experiências locais a uma articulação nacional de comunicação popular.