Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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A volta para casa nesta terça-feira (28) segue caótica no Rio de Janeiro após a megaoperação policial nos Complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte. Com dezenas de mortos, confrontos e barricadas, a cidade enfrenta agora um caos na mobilidade urbana, especialmente nas áreas próximas às comunidades.

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De acordo com o sindicato Rio Ônibus, mais de 120 linhas tiveram o itinerário afetado desde o início da ação policial. Ao menos 71 coletivos foram tomados por criminosos e usados como barricadas, impedindo o trânsito em vias importantes como a Avenida Brasil, a Linha Amarela e acessos à Zona Norte e Subúrbio. Em alguns trechos, os ônibus chegaram a ser incendiados ou abandonados nas pistas.

Com isso, o transporte público entrou em colapso em parte da cidade. Linhas que passam por Olaria, Ramos, Bonsucesso, Inhaúma, Engenho da Rainha e Méier estão operando com recolhimento parcial de frota. Muitos passageiros relatam esperas de mais de uma hora por ônibus e trajetos interrompidos antes do destino final.

Apesar da situação nas ruas, os sistemas de metrô, trem (SuperVia) e BRT seguem funcionando. As concessionárias afirmam que não houve suspensão das operações, mas reconhecem que há superlotação e atrasos nas estações de integração com linhas de ônibus afetadas. A SuperVia informou ainda que trens no ramal Saracuruna circulam com lentidão devido a bloqueios próximos à Penha.

O impacto também atinge o trânsito de veículos particulares. De acordo com o Centro de Operações Rio (COR), há retenções significativas em vias como a Av. Brasil, a Estrada do Itararé, a Rua Leopoldo Bulhões e a Av. Itaóca, que dão acesso aos complexos. Em alguns momentos do dia, o tráfego foi totalmente interrompido por tiroteios e ações policiais.