As demandas dessa população são expostas através de debates e palestras
A Feira da Diversidade Guaianases abordou a saúde da população LGBTQIAP+ em mesas de debates e apresentações artríticas no CEU Jambeiro em Guaianases, Zona Leste da cidade de São Paulo. No local, havia uma unidade móvel do Centro de Referência LGBTQI+. O evento ocorreu na última segunda-feira (13) às 14h.
Segundo a organização, o evento busca ir além da diversidade de gênero e sexualidade, mas também diversidade de corpos e cognitivo: “Não é só sobre cores, é sobre direitos, cidadania e saúde”.
Luiz Fernando Prado Uchoa foi um dos palestrantes convidados, ele é autor do livro “Simplesmente Homem: Relatos Sobre a Experiência Cotidiana de Homens Trans”, e pedagogo no Centro de Referência LGBT Laura Vermont, ele fala sobre a proposta do evento: “Esse evento tem como proposta apresentar a demanda, né, as demandas, os desafios e também apresentar os serviços ofertados nessas áreas e trazer para população”.
“Os profissionais da área da saúde, da educação de todas as áreas têm que compreender as demandas e as necessidades dessa população para poder propiciar um atendimento humanizado e qualificado, porque pensar na população LGBTQAPN+ não é só pensar numa sopa de letras, mas pensar em uma pessoa PCD, é pensar numa pessoa negra, pensar numa pessoa idosa, pensar numa pessoa como um todo”, explica Luiz.
Jaqueline Alves de Souza é uma mulher trans e atualmente é conselheira de saúde esteve presente e falou sobre a importância de políticas públicas para LGBTQIAP+: “Aqui (Zona Leste) está muito longe disso, mas se tiver saúde em todas UBSs, uma sala LGBTQIA+, que aprofundasse a nossa situação, que tivesse remédio, hormônios para você poder continuar sua vida, mas isso não tem aqui”.
Em 2023, o IBRAT (Instituto Nacional de Transmasculinidades) descobriu que 28,12% dos homens trans ouvidos tiveram sua identidade de gênero desrespeitada durante a gestação. No mesmo ano, o estudo Lesbocenso Nacional revelou que 24,98% das mulheres lésbicas afirmaram já terem sofrido algum tipo de violência ou discriminação em atendimentos ginecológicos, e 79% delas dizem sentir receio ou constrangimento em relevar sua sexualidade durante o atendimento médico.
“Tem enfermeiros que não são qualificados para para isso. Como você quer fazer um trabalho que você não está qualificado? Precisam ser pessoas estruturadas para lidar com o LGBT, é uma é uma questão diferenciada”, pontua a conselheira.














