Jovens da rede estadual de ensino da Bahia estão mostrando ao mundo o potencial transformador da educação pública. Estudantes baianos conquistaram o primeiro lugar em diversas categorias da Feria Internacional de Ciencia, Tecnología e Innovación (FICTIMC), realizada em Valledupar, na Colômbia, com projetos inovadores e de forte impacto social. O feito foi celebrado com um almoço de reconhecimento na última quinta-feira (2), na Secretaria da Educação do Estado, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
Um dos grandes destaques foi o projeto Bio Cimento, idealizado por alunos do Centro Territorial de Educação Profissional do Sisal (CETEP Sisal), localizado em Serrinha. A proposta busca produzir calçadas ecológicas e sustentáveis, com o objetivo de doá-las a comunidades em situação de vulnerabilidade. A iniciativa conquistou o primeiro lugar na categoria Engenharia e garantiu vaga em uma feira científica internacional que será realizada em Dubai.
“Ser premiado na Colômbia foi maravilhoso, porque coroou o nosso trabalho. Foi um marco na nossa trajetória, que mostrou até onde podemos chegar. Isso também inspira outros jovens, que podem olhar para nós e pensar: eu também posso fazer a diferença”, destacou emocionado o estudante Tiago de Santos Ferreira, 18 anos, integrante da equipe do Bio Cimento.
Além do Bio Cimento, outros projetos da rede estadual também foram premiados em áreas como Saúde, Meio Ambiente e Gestão, garantindo credenciais para eventos científicos em países como Espanha, Argentina e Equador. As conquistas demonstram o protagonismo dos estudantes e a capacidade da juventude de pensar soluções reais para problemas sociais e ambientais.
A secretária da Educação do Estado da Bahia, Rowenna Brito, enfatizou que o sucesso dos estudantes reflete o investimento contínuo na educação pública baiana.
“Estamos transformando a vida dos nossos estudantes e mostrando ao mundo que a escola pública pode, sim, formar grandes pesquisadores.”
Para Ladijane Barbosa, diretora do Colégio Estadual Professor Carlos Valadares e integrante da comitiva na Colômbia, a premiação é um reconhecimento do trabalho coletivo das escolas.
“Esse momento representa não apenas uma conquista dos estudantes, mas também de todos os educadores que acreditam no potencial da juventude baiana. É a prova de que, quando oferecemos oportunidades e condições, eles voam alto.”
As vitórias dos estudantes da Bahia vão além dos troféus: elas reafirmam a potência da educação pública como um verdadeiro celeiro de ciência, criatividade e inovação social, principalmente quando conectada às necessidades das comunidades e ao protagonismo de quem mais conhece a realidade das periferias.














