Foto: Divulgação
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A formação de meninas mais conscientes, seguras e protagonistas de suas próprias histórias será o centro do debate na roda de conversa “O empoderamento feminino desde a infância”, que acontece nesta quarta-feira (16), das 16h às 18h, durante a Bienal do Livro da Bahia. O encontro integra a programação do estande Escreva, Garota! e propõe uma reflexão sobre o desenvolvimento emocional, social e educacional de meninas, especialmente nas favelas, onde o acesso a estímulos positivos ainda é desigual.

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A atividade contará com a participação da escritora Fernanda Sanson Durand e terá como base o livro A Poeta e a Flor, de Margarida Montejano. A proposta é discutir como autoestima, incentivo e reconhecimento de habilidades podem impactar diretamente na construção da identidade feminina desde a infância.

Para Fernanda Sanson Durand, o fortalecimento das meninas começa nos detalhes do cotidiano. “As mulheres do futuro são as meninas de hoje. E esse fortalecimento passa por reconhecer não só a beleza, mas também a inteligência, a capacidade de argumentar, a força e a generosidade. Essas qualidades precisam ser valorizadas com a mesma intensidade”, afirma.

O debate ganha ainda mais relevância quando se observa a realidade das periferias, onde meninas enfrentam desafios estruturais que vão desde o acesso à educação de qualidade até a ausência de referências femininas em espaços de poder. Nesse cenário, iniciativas como rodas de conversa, projetos literários e coletivos culturais se tornam ferramentas essenciais de transformação social, ampliando horizontes e criando novas possibilidades de futuro.

Além da roda de conversa, Fernanda também realiza, no mesmo dia, o lançamento de seu segundo livro solo, O Sonho Louco dos Sensatos, às 19h, no estande Escreva, Garota!. A obra dá continuidade à sua trajetória literária, marcada por reflexões sobre as nuances da experiência humana.

Moradora de Santos (SP), a autora é Procuradora Federal de carreira e escritora por vocação. Leitora desde a infância, encontrou na literatura um caminho para traduzir sentimentos e questionamentos. Seu primeiro livro, O Espelho de José (2021), abriu portas para participações em antologias e para sua atuação no coletivo Escreva, Garota!, que se dedica à valorização de autoras mulheres.

A presença de escritoras em espaços como a Bienal reforça a importância da representatividade e do acesso à cultura como instrumentos de mudança, principalmente para meninas das favelas, que muitas vezes não se veem refletidas nos espaços literários tradicionais.

Mais do que um encontro literário, a roda de conversa se apresenta como um território de escuta, troca e construção coletiva, onde palavras se transformam em ferramentas de autonomia e resistência.