Conservatório vê papel do autor e o ecossistema do livro na pandemia

Conservatório da Igreja de Nossa Senhora d'Ajuda, em Cachoeira - Reprodução

O autor e o ecossistema do livro – Políticas e práticas culturais para bibliotecas, leituras e literatura, em tempo de pandemia, é tema do II Conservatório sobre Bibliodiversidade. O encontro multidisciplinar dedicado a refletir e compartilhar experiências desde os distintos lugares de fala que enlaçam o livro e a leitura, acontecerá durante os dias 23, 24 e 25 de julho, será transmitido via streaming, na página da Portuário Atelier Editoral, no Facebook.

O mundo entre duas capas, os serviços bibliotecários, artistas da palavra escrita e oral, as redes editoriais colaborativas, criativas e produtivas pelas vozes de poetas, escritores, bibliotecários, produtores culturais, editores, docentes, pesquisadores e gestores públicos, convidados pela editora Portuário com o proposito de partilhar leituras e conversas que contextualizam experiências e reflexões em tempos de pandemia.

O Conservatório sobre Bibliodiversidade é um espaço multidisciplinar dedicado a promover encontros e oportunizar partilhas de leituras, estudos e experiências desde os distintos lugares de fala e disciplinas que fracionam as percepções do livro, da leitura, literatura e biblioteca.

Na primeira edição, o Conversatório foi realizado presencialmente, na Igreja de Nossa Senhora d’Ajuda, em Cachoeira, durante o XIII Caruru dos Sete Poetas

Em sua segunda edição, emerge a necessidade de pautar o autor e o ecossistema do livro em contextos de pandemia. Os encontros acontecerão via streaming, na página da Portuario Atelier Editoral, no Facebook, em @atelier.ediotiral.portuario

O investigador e gestor cultural João Vanderlei de Moraes Filho mediará o II Conversatório sobre Bibliodiversidade que terá a seguinte programação:

Dia 23, quinta, às 15h

Fabricio Brito. Poeta e filósofo, mestrando em Cultura e Sociedade pela UFBa.

Jacquinha Nogueira. Pseudônimo de Jacqueline Nogueira Cerqueira. Professora, poeta e filha do Recôncavo Baiano, organiza o Sarau Sapeaçu desde 2014. Mestranda em Educação pela UFBA, onde pesquisa a inserção de saraus literários na escola, numa perspectiva descolonial.

Tiago Oliveira, Gato Preto. É santamaropolitano, alguém que carrega o.verso no DNA. Neto do poeta santoamarense Nestor Oliveira, Tiago é fundador do Projeto Poesia em trânsito e autor de diversos livros infantis. Declamador das praças, escolas e espaços culturais. Pertence a Academia de Letras Brasil/Suíça, é Organizador do MIAU – Movimento Internacional de Artes Urbanas.

Dia 24, sexta, às 17h



Patrícia Braile. Graduada em Letras Vernáculas (Ucsal), especialista em Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Uneb). Atuou como consultora da UNESCO entre 2009 e 2013. Tem vasta experiência em formação de professores e editoração de livros digitais, em Braille, e outros formatos acessíveis.

Valdeck Almeida de Jesus. Escritor e jornalista, ativista cultural. Presidiu o Colegiado Setorial de Literatura do Estado da Bahia (2012/2013). Faz parte do Conselho Diretivo do Plano Municipal do Livro, da Leitura e da Biblioteca do Município de Salvador; do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Salvador-BA (2020/2021).

Leo Lobos. Poeta, ensaísta, tradutor, artista visual. Gestor do Espaço Cultural “Taller Siglo XX Yolanda Hurtado” da Fundação Hoppmann – Hurtado, em Santiago do Chile. Em 2003 recebeu a bolsa artística do Fundo Nacional da Cultura e das Artes do Ministério de Educação do Chile, e em 2008 a bolsa de criação para escritores profissionais do Conselho Nacional da Cultura e das Artes do Chile. Traduziu para o espanhol os escritores: Roberto Piva, Hilda Hilst, Paulo Leminski e José Castelo. Dentre seus livros, estão, Turbosílabas. Poesía Reunida 1986-2003 (2003), Un sin nombre (2005), Nieve (2006), Vía Regia (2007), Nieve (2013), Coração (2018).

Luciana Moreno. Graduada em Letras, mestra em Educação e doutora em Literatura. Professora do Departamento de Educação – Campus XIII/ Itaberaba e no Programa de Pós-graduação em Estudos de Linguagem – PPGEL – Universidade do Estado da Bahia. Coordena o Grupo de Estudos Literatura e Periferia (s) – GELP(s).

Dia 25 de julho

Sábado, às 15h, Dia do Escritor

André Rosa. É ilheense, professor universitário, autor de livros acadêmicos e de literatura. Organizador do Prêmio Sosigenes Costa de Poesia e presidente da Academia de Letras de Ilhéus.

Bárbara Falcón. Cientista social pela Universidade Federal da Bahia, mestre em Estudos Étnicos e Africanos na Universidade Federal da Bahia – CEAO. É Diretora do Livro e Leitura da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Marcos Viana. Bibliotecário, mestrando em Ciências da Informação pela UFBa. Ex-presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia da 5ª Região (Ba/Se). Atua como Gerente de Bibliotecas na Fundação Pedro Calmon/Secult-Bahia. Responsável pela Assistência Técnica às Bibliotecas Públicas Municipais baianas, implantando, modernizando, informatizando e dinamizando estes espaços de conhecimento e leitura.

Renata Rimet. Escritora, poeta e mediadora de leitura, com atuação direcionada a projetos de incentivo à leitura, escrita e difusão da palavra. Bacharel em Administração de Empresas, Licenciada em Letras e Especialista em Gestão de Pessoas e membro fundadora do Coletivo MUPPS Mulheres, Políticas Públicas e Sociedade. Representa a Setorial do Livro e da Leitura no Colegiado Setorial do Estado da Bahia.

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Valdeck Almeida de Jesus
Valdeck Almeida de Jesus é jornalista definido após várias tentativas em outros cursos, atua como free lancer, reconhecendo-se como tal há bastante tempo. Natural de Jequié-BA (1966), e escreve poesia desde os 12, sendo este o encontro com o mundo sem regras. Sua escrita tem como temática principal a denúncia: política, de gênero, de raça, de condição social, de preconceitos diversos: machismo, homofobia, racismo, misoginia. Coordena o movimento “Galinha pulando”, o qual pode ser visto no blog, no site e nas publicações impressas. Este movimento promove anualmente um concurso literário, aberto a escritores(as) do Brasil e do exterior. A poesia lhe trouxe o encantamento, mundos paralelos, as trocas, a autocrítica, a projeção de si e de outro(s), maior consciência de classe e de coletivo. Espera que as sementes plantadas se tornem árvores, florescendo e frutificando em solos assaz diversos. Possui 23 livros autorais e participa de 152 antologias. Tem textos publicados em espanhol, italiano, inglês, alemão, holandês e francês. Participa de vários coletivos da periferia de várias cidades, bem como de algumas academias culturais e literárias.