Foto: ROBERJAN
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Entre os dias 8 e 16 de setembro, o Cine SESI 2026 realiza uma programação gratuita dedicada ao cinema e ao audiovisual baiano, com mais de 18 filmes, sessões especiais, oficinas, debates, painéis, atividades lúdico-pedagógicas e uma experiência de live cinema. Em sua terceira edição, o festival tem como tema “Cinema, Memória e Legado” e homenageia o Bando de Teatro Olodum, reconhecendo a trajetória do grupo e sua contribuição para as artes, a formação de artistas e o cinema brasileiro. As vagas para as atividades são limitadas e as inscrições estão abertas pelo site do Cine SESI.

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A programação teve início ainda em agosto, com a Oficina de Filme por Celular, ministrada por Rafael Ramos nos dias 22 e 29, no SESI Casa Branca. Voltada para iniciantes, a atividade propôs aos participantes experimentar a produção audiovisual e desenvolver uma proposta de filme autoral.

A escolha de iniciar o festival com uma atividade de criação está relacionada ao conceito desta edição. Com curadoria de Dayse Porto, Rubian Melo e Heraldo de Deus, “Cinema, Memória e Legado” propõe refletir sobre o cinema não apenas como ferramenta de preservação de histórias, mas também como linguagem capaz de registrar o presente e construir as memórias que serão acessadas pelas próximas gerações.

“Quando falamos em memória, não estamos olhando apenas para o passado. Estamos falando também sobre aquilo que escolhemos registrar hoje e que queremos que permaneça amanhã. O cinema é patrimônio, é formação, é encontro e também uma ferramenta de construção de futuro”, afirma Joana Fialho, gerente do SESI Cultura Bahia.

Bando de Teatro Olodum é homenageado

Criado em Salvador, em 1990, o Bando de Teatro Olodum é o homenageado da terceira edição do Cine SESI. Ao longo de mais de três décadas, o grupo se consolidou como uma das principais referências do teatro negro brasileiro e contribuiu para a formação de artistas que posteriormente passaram a atuar no cinema, na televisão e em diferentes áreas do audiovisual.

A homenagem começa durante a abertura do festival, no dia 8 de setembro. No dia 9, integrantes do grupo participam do Painel I, dedicado à trajetória e ao legado do Bando nas artes e no cinema.

No dia 10, a programação apresenta três produções relacionadas à trajetória do grupo e à presença de narrativas negras no audiovisual: “Ó Paí, Ó”, baseado na peça do Bando de Teatro Olodum; “Bando, um Filme”, de Lázaro Ramos e Thiago Gomes; e “Besouro”, de João Daniel Tikhomiroff.

Para a curadora Dayse Porto, a homenagem também reconhece os frutos deixados pelo grupo ao longo de sua trajetória.

“A presença definitiva do Bando de Teatro Olodum nas artes e no cinema baiano é algo muito marcante ao longo dos 35 anos que o grupo completa em 2026. Entendemos o legado do Bando não apenas nas obras assinadas pelo grupo, mas também pelos frutos gerados”, destaca.

Cássia Valle, atriz, fundadora e membro gestora do colegiado do Bando de Teatro Olodum, também celebrou o reconhecimento. Para ela, a homenagem representa um reconhecimento à trajetória construída por diferentes gerações de artistas.

Formação conecta cinema, moda e novos fazeres

Além das sessões de filmes, o Cine SESI aposta em atividades de formação. No dia 12 de setembro, das 8h30 às 12h, o SESI Casa Branca recebe a Oficina de Assistente de Figurino para Cinema, ministrada por Bruna di Paolo.

A atividade aproxima cinema e moda e integra a articulação com o Cine Moda Lab, plataforma do SESI Cultura que reúne ações relacionadas às duas linguagens. Enquanto o Cine SESI concentra atividades de exibição, debates e formação audiovisual, o Moda Lab desenvolve laboratórios, desfiles, performances e outras experiências de criação.

A proposta amplia as possibilidades de formação e experimentação para quem deseja atuar nos diferentes campos da economia criativa e da produção cultural.

Cinema baiano para diferentes gerações

A programação principal começa no dia 8 de setembro, no SESI Casa Branca, e segue até o dia 16. Entre as atividades está a sessão “Baianinha”, voltada ao público infantil e acompanhada de ações lúdico-pedagógicas.

Entre os filmes selecionados estão “Maic não Quer Cruzar”, de Henrique Filho; “Sopro”, de Fernanda Beling; “A Cor da Patroa”, de Milena Anjos; “Bárbara”, de Vilma Carla Martins; “Portão Mágico”, de Leonardo Silva; e “Parquinho”, de Vânia Lima.

As produções contemporâneas também ocupam espaço nas sessões “Memória do Agora”, que apresentam diferentes perspectivas sobre o registro do presente e a construção das memórias do futuro.

Foto: Caio Lírio

A programação inclui ainda “Quem é Essa Mulher”, de Mariana Jaspe; “Sonho de Arrocha”, de Marcos Alexandre; “Bregueragem”, de Daniel Arcades; “Dias de Tempestade”, de Vitor Rocha; e “Mundinho”, de Lucio Lima.

Já a sessão “Memória e Legado” reúne obras de realizadores e profissionais com trajetórias consolidadas, incluindo “Longe do Paraíso”, de Orlando Senna, e “Três Obás de Xangô”, de Sérgio Machado.

Cine SESI chega a Cachoeira

Uma das novidades desta edição é a chegada do Cine SESI a Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A programação especial acontece no dia 15 de setembro, a partir das 18h30, no Cine Theatro Cachoeirano.

O painel “Cinema, Memória e Legado” reunirá convidados de Cachoeira e Salvador para discutir as relações entre audiovisual, memória e território.

Na sequência, às 19h20, será exibido “Três Obás de Xangô”, documentário de Sérgio Machado sobre a amizade entre Jorge Amado, Dorival Caymmi e Carybé e a influência de suas obras na construção da identidade cultural da Bahia.

A programação termina na praça pública de Cachoeira, às 20h35, com uma experiência de live cinema comandada pela VJ Flora, em parceria com o DJ Marley Bass, artista natural da cidade.

A iniciativa amplia a circulação do audiovisual e aproxima o festival de um território marcado pela importância histórica, cultural e artística para a Bahia.

Encerramento debate investimentos no audiovisual

No dia 16 de setembro, o Cine SESI retorna ao SESI Casa Branca para as últimas sessões, incluindo a exibição de “Malês”, às 16h30.

Às 19h, o painel “Por que e como investir no cinema?” reunirá empresários e cineastas baianos para discutir possibilidades de parceria, diálogo e investimento na produção audiovisual do estado.

A cerimônia de encerramento acontece posteriormente no SESI Rio Vermelho.

Além das atividades presenciais, o Cine SESI também terá uma programação online, com filmes selecionados disponibilizados no canal do Cine SESI no YouTube. A iniciativa busca ampliar o alcance do festival e possibilitar que as produções cheguem a públicos que não participam das atividades presenciais.

Mais do que promover sessões de cinema, o festival aposta na formação de público, na circulação da produção audiovisual baiana e na criação de oportunidades para obras que muitas vezes ficam restritas a festivais e circuitos específicos.

O Cine SESI 2026 integra as ações da plataforma de difusão cultural Cine Moda Lab, com produção da Movida Produtora de Conteúdo e realização do SESI Cultura.