Foto: Divulgação
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O bairro da Liberdade, uma das maiores comunidades negras do Brasil, reafirmou sua força cultural durante o Carnaval 2026 com o projeto “Ancestralidade, Fé e Alegria”, realizado no Circuito Mãe Hilda Jitolu. Mais do que folia, a iniciativa consolidou o carnaval da periferia como espaço de identidade, resistência e geração de renda na capital baiana.

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Localizada em Salvador, a Liberdade transformou suas ruas em palco de celebração da cultura afro-brasileira, reunindo famílias, blocos afros, artistas locais, crianças e lideranças comunitárias. O circuito homenageia Mãe Hilda Jitolu, referência espiritual e símbolo da ancestralidade no território.

Durante os dias de festa, a cultura popular pulsou na favela com apresentações musicais, manifestações de fé e expressões tradicionais que fortalecem a memória coletiva da comunidade. O evento também impulsionou a economia local, movimentando ambulantes, costureiras, músicos e pequenos empreendedores do bairro.

Para o ex-vereador Moisés Rocha, é fundamental que o poder público assegure políticas permanentes de valorização cultural. “É necessário que o poder público, em todas as esferas, garanta a diversidade cultural da cidade, preservando e priorizando os artistas e a cultura local”, afirmou.

O fortalecimento do carnaval nos bairros contou com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo, vinculada à Secretaria de Turismo da Bahia. O incentivo foi apontado por organizadores como essencial para garantir estrutura, segurança e valorização das atrações locais.

Em um cenário onde grandes circuitos concentram investimentos e visibilidade, o Carnaval da Liberdade reforça a importância de descentralizar recursos e reconhecer o protagonismo cultural das favelas e periferias. Mais do que festa, o projeto reafirma que tradição, fé e ancestralidade seguem vivas e organizadas no território.

A Liberdade mostrou, mais uma vez, que é território de paz, resistência e potência cultural. E no compasso dos tambores, a favela escreve sua própria história, sem pedir licença, com orgulho e pertencimento.