Foto: Reprodução
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A Bahia confirmou a primeira morte por suspeita de intoxicação por metanol. A vítima, um homem de 56 anos, deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro da Queimadinha, em Feira de Santana, a 109 km de Salvador, e faleceu na madrugada desta sexta-feira (3).

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O caso acende um alerta nas periferias e favelas, onde a circulação de bebidas de origem duvidosa é mais comum devido ao baixo custo e à falta de fiscalização. Segundo especialistas em saúde pública, o consumo de álcool adulterado com metanol pode causar desde náuseas e vômitos até cegueira e morte.

Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, concentra forte comércio popular e uma rede ampla de bares e pequenos vendedores. Para moradores de bairros periféricos, a preocupação aumenta diante da ausência de políticas de fiscalização eficazes e de campanhas de orientação que cheguem à base das comunidades.

O caso está sendo investigado pelas autoridades de saúde. Até o momento, não há confirmação sobre a origem da bebida ingerida pelo homem. A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) informou que acompanha a situação e deve emitir novos comunicados para orientar a população.

Enquanto isso, organizações comunitárias e lideranças locais reforçam a importância de denunciar a venda de bebidas suspeitas e de pressionar o poder público por ações que garantam mais segurança e fiscalização, principalmente nas periferias, onde a vulnerabilidade econômica expõe moradores a riscos ainda maiores.

Sintomas da intoxicação por metanol

De acordo com o Ministério da Saúde, os sinais podem surgir entre 30 minutos e 72 horas após a ingestão. A população deve ficar atenta a:

  • Náuseas, vômitos e dores abdominais
  • Fadiga, dor de cabeça intensa e falta de ar
  • Alterações visuais, visão embaçada ou cegueira súbita
  • Convulsões, confusão mental ou perda de consciência

Como se proteger

  • Evite consumir bebidas alcoólicas de procedência duvidosa ou vendidas sem rótulo.
  • Compre apenas em estabelecimentos de confiança.
  • Em caso de suspeita, procure imediatamente uma unidade de saúde.
  • Denuncie pontos de venda de bebidas clandestinas para a vigilância sanitária ou autoridades locais.