Foto: Reprodução
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Um grave acidente envolvendo um ônibus com romeiros deixou 16 pessoas mortas e dezenas de feridas na manhã desta terça-feira (3), em um trecho da rodovia AL-220, no município de São José da Tapera, no Sertão de Alagoas. O veículo transportava cerca de 60 ocupantes e capotou em uma área conhecida como Curva do S, no Distrito Caboclo.

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Inicialmente, o Governo de Alagoas havia confirmado 15 mortes, mas, em atualização divulgada posteriormente, informou o falecimento de uma criança de 4 anos, que chegou a ser socorrida e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santana do Ipanema. Com isso, o número total de vítimas fatais subiu para 16.

Entre os mortos estão cinco homens, sete mulheres e quatro crianças. As identidades das vítimas ainda não foram divulgadas. Os sobreviventes foram encaminhados para unidades de saúde da região e seguem recebendo atendimento médico./As vítimas retornavam da Romaria de Nossa Senhora das Candeias, realizada em Juazeiro do Norte (CE), uma das maiores manifestações religiosas do Nordeste, que mobiliza milhares de fiéis, muitos deles moradores de periferias, zonas rurais e pequenos municípios, onde a fé também se expressa como resistência diante das dificuldades sociais.

A Prefeitura de Juazeiro do Norte emitiu nota lamentando profundamente o ocorrido e manifestando solidariedade às famílias das vítimas.

Resgate e investigação

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM) e do Departamento Estadual de Aviação (DEA) atuaram no resgate das vítimas. O Instituto de Criminalística de Arapiraca enviou duas equipes de peritos ao local para realizar os primeiros levantamentos técnicos.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as causas do acidente. Segundo relatos de testemunhas, o ônibus seguia do Ceará para Alagoas quando o motorista teria perdido o controle do veículo, saindo da pista. Ainda de acordo com essas informações, o ônibus seria do município de Coité do Nóia, no interior alagoano.

Luto e comoção

O governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), decretou luto oficial de três dias em razão da tragédia e informou que acompanha pessoalmente o trabalho das equipes de resgate e assistência às famílias.A tragédia expõe, mais uma vez, a vulnerabilidade de populações do interior, das periferias e da favela, que dependem de longos deslocamentos rodoviários para exercer sua fé, trabalhar ou acessar direitos básicos, muitas vezes em condições precárias de transporte e infraestrutura viária.